DIADEMA — O mercado de habitação popular ganhou força em Diadema, cidade de alta densidade demográfica no ABC. O PIB per capita cresceu 53% entre 2020 e 2023, enquanto o IDH passou de 0,664 em 2000 para 0,757 dez anos depois.
A média dos imóveis lançados no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 280 mil, de acordo com o Secovi. No mesmo período, o número global de lançamentos na cidade aumentou 60% em relação ao ano anterior. O índice ponderado de segurança de Diadema também aparece acima dos registrados em Taubaté, Santo André e São Paulo, conforme a Sentinel.
A Sousa Araújo, construtora com atuação em Diadema e Santo André, concentra seus empreendimentos nas faixas mais baixas do Minha Casa, Minha Vida, voltadas a famílias com renda de até R$ 5.000. Magno Magalhães, diretor comercial da empresa, afirmou que “em Diadema a gente vende rápido, a liquidez é muito alta”.
Apesar disso, a velocidade de comercialização caiu em 2026. O lançamento mais recente, de abril, tinha 40% das unidades vendidas.
Diferentes faixas de preço
A Totus tem cinco empreendimentos entregues em Diadema, um em obras e outro previsto para lançamento. Seus imóveis custam de R$ 450 mil a R$ 550 mil, com valor médio de R$ 9.000 por metro quadrado. Nathalia Brilhante, da área de relacionamento da empresa, relacionou a procura à localização, à infraestrutura, ao acesso e à proximidade com centros econômicos.
Na avaliação de Thiago Luchezi, diretor comercial da Avita, o comprador interessado em Diadema pesquisa e visita vários empreendimentos antes de decidir. Entre os clientes estão moradores de bairros ou distritos paulistanos limítrofes, como Americanópolis, Pedreira e Cidade Ademar.
Um dos destaques da Avita é o Vivavita, no Centro de Diadema, com apartamentos cujo metro quadrado fica na casa dos R$ 8.500.


