As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 46,4% em agosto, alcançando US$ 5,8 bilhões, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O avanço ajudou a balança comercial a registrar superávit de US$ 7,4 bilhões no mês.
O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, afirmou que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde maio, pode ter contribuído para o resultado. “Temos relatos de exportadores que estão se beneficiando, sim, do acordo já nesse período”, disse. Brandão acrescentou que ainda não é possível medir com precisão o efeito da redução tarifária sobre os dados de comércio.
O saldo de agosto ficou 23,8% acima do registrado no mesmo período do ano passado, quando chegou a US$ 5,97 bilhões. Foi também o maior resultado para meses de agosto desde 2023, quando o superávit alcançou US$ 9,63 bilhões.
As vendas externas somaram US$ 33,15 bilhões, com alta de 12,2% pela média diária. As importações totalizaram US$ 25,76 bilhões, crescimento de 9,2% pelo mesmo critério.
Entre os produtos exportados, os maiores valores foram registrados pelos óleos brutos de petróleo, com US$ 4,82 bilhões e alta de 18%; pela soja, com US$ 4,41 bilhões e aumento de 14%; e pelo minério de ferro, com US$ 2,35 bilhões e queda de 10,8%. As exportações de café não torrado chegaram a US$ 1,1 bilhão, avanço de 24,1%, enquanto as de milho não moído somaram US$ 1 bilhão, recuo de 25,3%.
Resultado acumulado
Nos oito primeiros meses de 2026, o superávit comercial foi de US$ 55,3 bilhões, alta de 28,2% ante o mesmo período de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 43,2 bilhões. As exportações alcançaram US$ 250,85 bilhões, avanço de 10,3%, e as importações totalizaram US$ 195,53 bilhões, crescimento de 6,1%, ambos pela média diária.
Em agosto, o Brasil teve déficit comercial de US$ 824 milhões com os Estados Unidos. As exportações para o país somaram US$ 3,19 bilhões, alta de 12,1%, enquanto as importações chegaram a US$ 4,01 bilhões, aumento de 1,1%. No acumulado do ano, o déficit bilateral foi de US$ 3,21 bilhões.
Em junho, os Estados Unidos impuseram uma sobretaxa de 25% sobre mercadorias brasileiras e anunciaram um adicional sobre 60 países, entre eles o Brasil. Juntas, as duas sobretaxas podem chegar a 37,5%.


