SÃO PAULO — A medida de isenção para produtos vendidos ao Brasil prevê uma avaliação dos impactos econômicos sobre os setores produtivos nacionais. Para Romeu Zema, porém, o fim da taxação também deveria alcançar empresários brasileiros que pagam impostos e geram empregos no país.
O ex-governador de Minas Gerais fez a declaração após participar de um encontro com representantes da União Santa Ifigênia, entidade que reúne comerciantes e empresários do varejo. A conversa ocorreu no Centro de São Paulo e durou cerca de uma hora.
Zema classificou a medida como um absurdo por, na avaliação dele, estabelecer concorrência desleal com empresas brasileiras. “A questão de isonomia é fundamental”, afirmou durante o encontro.
Em conversa com jornalistas depois da reunião, ele disse ser favorável ao fim da cobrança, mas defendeu a extensão do benefício aos negócios nacionais. “Sou favorável [ao fim], mas deveria estender para quem gera imposto, para quem paga imposto aqui, para quem gera emprego e não foi estendida”, declarou.
Segundo Zema, empresas instaladas no exterior não enfrentam as mesmas dificuldades e conseguem vender no Brasil sem arcar com os custos relacionados à operação no país. Ele afirmou ainda que o governo atual demoniza e criminaliza a atividade empresarial, associando empresários a exploradores, sonegadores de impostos e responsáveis pela destruição do meio ambiente.
O ex-governador também disse que o Brasil está no caminho errado e relacionou esse cenário ao que chamou de recorde de recuperações judiciais e falências.


