A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) iniciou o uso de uma ferramenta de inteligência artificial para antecipar pontos de congestionamento no espaço aéreo e orientar medidas contra atrasos e cancelamentos de voos.
Chamada SMART, a tecnologia entrou em operação em modo limitado nesta segunda-feira (21), na região de Washington. O Departamento de Transportes dos Estados Unidos informou que a expansão para outras partes do país ocorrerá de forma gradual.
Como funciona
A ferramenta combina 200 fluxos de dados, incluindo informações sobre padrões climáticos, rotas de voo e disponibilidade de controladores. Com base nesses dados, identifica áreas em que o congestionamento ou as condições meteorológicas podem afetar o tráfego aéreo e apresenta recomendações para que os controladores atuem antes que os problemas se agravem.
As sugestões passam por avaliação de funcionários da FAA. As chefias locais das unidades de controle de tráfego aéreo podem decidir se aceitam ou não as medidas indicadas pelo sistema.
O secretário de Transportes, Sean Duffy, afirmou que a SMART “reduzirá drasticamente esses atrasos frustrantes, diminuirá o estresse dos controladores de tráfego aéreo e reduzirá os preços das viagens”.
A implementação faz parte do projeto da FAA para modernizar o sistema de controle de tráfego aéreo, descrito pelo órgão regulador como obsoleto. O Congresso já destinou US$ 12,5 bilhões (R$ 63,84 bilhões) ao projeto, mas a agência declarou que precisará de mais recursos para concluir a modernização.
Em junho, a FAA selecionou a startup Air Space Intelligence Inc. para auxiliar na implementação da SMART. A empresa venceu a disputa contra concorrentes maiores, entre eles a Palantir Technologies Inc. e a Thales SA, e recebeu o contrato do órgão regulador.


