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Economia

Focus melhora projeção do PIB, mas mantém juros elevados em 2026

Boletim prevê crescimento de 1,93% e inflação de 5%, enquanto o dólar recuava 0,66% na abertura desta terça-feira (8).

Focus melhora projeção do PIB, mas mantém juros elevados em 2026
Foto: Sam Mircovich/Reuters

O boletim Focus elevou pela primeira vez em mais de dois meses a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e reduziu, pela segunda semana seguida, a estimativa para a inflação. A previsão para o PIB passou a 1,93%, alta de 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior. A expectativa para o IPCA caiu de 5,01% para 5%, enquanto a projeção para a Selic permaneceu em 13,75%.

A melhora nas estimativas econômicas ocorreu no mesmo dia em que o dólar abriu em baixa. Às 10h19, a moeda era negociada a R$ 5,094, recuo de 0,66%. No exterior, a divisa americana caía 0,36% em relação às moedas de países emergentes.

Projeções para PIB, inflação e juros

A revisão do PIB interrompeu uma sequência de seis semanas de estabilidade e queda. A última alta havia ocorrido em 29 de junho, quando a previsão passou de 1,98% para 1,99%; depois, a estimativa chegou a 1,92% na semana passada.

Para 2028, o Focus reduziu a previsão de crescimento de 1,98% para 1,96%. A projeção para o IPCA de 2027 subiu de 4,28% para 4,29%, enquanto a de 2028 ficou em 3,80%.

A expectativa para a Selic é de 13,75% no fim de 2026, 12% em 2027 e 10,50% em 2028. Olivia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, avaliou que a combinação de inflação menor e crescimento maior é positiva, mas destacou a pequena dimensão da mudança. “O Brasil melhorou um centésimo e continua pagando juros por inteiro”, afirmou.

Eleições e mercados

Durante o feriado, pesquisa Quaest colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro com 41% cada um em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%.

Na sexta-feira (4), o dólar havia terminado o pregão em alta de 0,49%, a R$ 5,128. A Bolsa recuou 0,02%, para 185.147 pontos. Na semana, o índice acumulou avanço de 5,4%, enquanto o dólar caiu 1,30%. No ano, a Bolsa subiu 14,9% e a moeda americana recuou 6,5%.

Cenário internacional

Por volta das 10h20 desta terça-feira, o petróleo Brent subia 0,74%, cotado a US$ 97,72, em meio à preocupação com novos ataques dos EUA e do Irã contra navios petroleiros e uma refinaria. Instalações da Saudi Aramco, em Jizan, também foram atingidas.

Os investidores acompanham a reunião do Fed marcada para 15 e 16 de setembro. Os juros americanos estão entre 3,5% e 3,75%. Christopher Waller afirmou que pode defender a manutenção das taxas neste mês se a inflação dos Estados Unidos recuar. O CPI de agosto está previsto para sexta-feira (11), enquanto o PCE será divulgado em 30 de setembro.

No mercado brasileiro, o DI para janeiro de 2028 era negociado a 13,535%, com queda de 0,04 ponto percentual. O contrato para janeiro de 2035 caía para 14,065%, recuo de 0,16 ponto percentual. As Treasuries abriram em baixa de 0,21%.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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