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Economia

Greve da Caixa fecha agências em São Paulo e afeta serviços presenciais

Paralisação começou nesta quinta-feira e não tem prazo para terminar; clientes podem usar canais digitais, lotéricas e correspondentes bancários.

Greve da Caixa fecha agências em São Paulo e afeta serviços presenciais
Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

Agências da Caixa Econômica Federal em São Paulo e no Paraná amanheceram fechadas nesta quinta-feira (10), com cartazes sobre a greve nacional dos empregados. Os caixas eletrônicos continuaram funcionando, mas serviços presenciais e administrativos, como o atendimento relacionado ao financiamento da casa própria, podem ser afetados. A paralisação não tem data para terminar.

No Banco do Brasil, a greve é parcial e alcança alguns estados. Em São Paulo, as unidades funcionaram normalmente. O impasse nos dois bancos envolve o custeio do plano de saúde dos funcionários.

Como pagar contas durante a paralisação

Os prazos de vencimento de contas e boletos permanecem inalterados. O não pagamento pode resultar em multa e juros. Clientes também podem procurar redes de supermercados e casas lotéricas que ofereçam o serviço.

A Caixa orienta o uso de canais digitais e remotos, incluindo internet banking, WhatsApp pelo número 0800 104 0104 e os aplicativos Caixa Tem, Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS. O atendimento telefônico está disponível pelo 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e pelo 0800-1040104, para as demais regiões.

O Banco do Brasil recomenda aplicativo, internet banking, correspondentes bancários e telefone. Os números informados são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-729-0001, para as demais localidades. O banco também atende pelo WhatsApp 61-4004-0001.

A Caixa informou que retomou as negociações nesta quinta-feira e que mantém o diálogo com as entidades que representam os empregados. Em nota, afirmou que “mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue comprometida com a renovação do acordo coletivo de trabalho”.

Plano de saúde é foco do impasse

Atualmente, os bancários pagam 3,5% do salário-base pelo convênio, além de R$ 480 mensais por dependente. Para dependentes entre 24 e 27 anos, o valor é de R$ 800. A proposta da Caixa previa elevar o percentual para 5,5%, aumentar a cobrança por dependente para R$ 870 e fixar em R$ 1.050 o valor mensal para os dependentes maiores.

Uma proposta posterior, com percentual de 4,5%, também teria sido rejeitada. Nas assembleias realizadas em 4 de setembro, 93 bases sindicais aprovaram a paralisação. Outras 35 rejeitaram a proposta, mas decidiram continuar negociando, enquanto as demais aprovaram o acordo.

O Comando Nacional de Greve retomou as negociações com a Caixa e o Banco do Brasil na noite de quarta-feira (9). Uma nova reunião ocorreu nesta quinta-feira (10), mas o resultado ainda não havia sido divulgado.

No Banco do Brasil, 39 sindicatos aprovaram a proposta de aporte de R$ 360 milhões para manter o plano até novembro. A maioria, formada por 60 sindicatos, rejeitou a proposta e defendeu a retomada das negociações. Outros 27 sindicatos optaram pela greve.

O Banco do Brasil informou que participa da mesa única de negociação da categoria bancária, coordenada pela Fenaban, e mantém uma mesa específica com as entidades sindicais que representam seus funcionários. Segundo a instituição, as rodadas de negociação para a data-base de 2026 resultaram na proposta apresentada aos sindicatos.

Funcionários dos demais bancos terão reajuste real de 0,6% acima da inflação, conforme acordo assinado com os empregadores. O índice de correção dos salários seria divulgado nesta sexta-feira (11) e corresponde à inflação medida pelo INPC entre setembro de 2025 e agosto de 2026, acrescida do aumento real.

A Participação nos Lucros e Resultados referente a 2026 será paga até o fim de março de 2027, com uma antecipação ainda neste mês. O valor depende do salário do trabalhador e do lucro do banco.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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