Lítio, terras raras, níquel, grafite e cobre estão entre os minerais estratégicos envolvidos na disputa internacional por acesso a recursos usados em tecnologias modernas. Nesse contexto, empresas anunciarão investimentos no Brasil voltados ao refino e ao processamento desses materiais, afirmou o ministro nesta quarta-feira (16).
A declaração ocorreu durante a cerimônia de sanção da regulamentação da nova lei. A votação do texto no Congresso foi concluída no início deste mês, e a legislação está sendo sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O país possui reservas relevantes de diferentes minerais, mas ainda precisa alterar regras para estimular novos investimentos no setor. Um dos desafios é ampliar o mapeamento de áreas brasileiras que ainda não são conhecidas.
Uso em tecnologia e energia
As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos empregados em diversos produtos modernos. Embora o nome sugira escassez, esses elementos estão espalhados pelo mundo, geralmente em baixas concentrações, o que torna a extração economicamente desafiadora.
Elas integram o grupo mais amplo dos minerais críticos, que também inclui lítio, cobalto, níquel e grafite. Esses recursos são utilizados em baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores.
Os elementos são usados principalmente na fabricação de ímãs permanentes, capazes de tornar equipamentos menores e mais leves. A aplicação aparece em motores de veículos elétricos e em produtos como smartphones, televisores, câmeras digitais, LEDs e turbinas eólicas.
Os minerais também têm função na indústria de defesa, com presença em aviões de caça, submarinos, sistemas de mísseis guiados e equipamentos com telêmetro a laser. A importância desses recursos aumentou com a busca das maiores potências mundiais por segurança no fornecimento e com o avanço de tecnologias e energias renováveis.


