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Economia

Tóquio condiciona acordo com Mercosul a avanço em carne, energia e minerais

Toshimitsu Motegi afirmou que o Japão avalia riscos sanitários da carne bovina brasileira e quer ampliar a cooperação energética e mineral.

Tóquio condiciona acordo com Mercosul a avanço em carne, energia e minerais

O Japão pretende aprofundar a cooperação econômica com o Mercosul, mas afirma que as negociações para um acordo comercial precisam considerar as preocupações de seus setores agrícola e pecuário. O chanceler Toshimitsu Motegi disse que ouviu representantes dessas áreas e reconhece as sensibilidades do mercado japonês.

As conversas para um Acordo de Parceria Econômica foram lançadas em junho. O tratado deve ampliar o acesso a mercados e reduzir alíquotas de importação. Para Motegi, o bloco sul-americano combina recursos minerais, fontes de energia e oferta de grãos para ração animal, além de representar um mercado de aproximadamente 300 milhões de pessoas e PIB de cerca de US$ 3 trilhões.

O chanceler afirmou que empresas japonesas têm interesse em ampliar a presença de produtos industriais, incluindo automóveis, nos países do Mercosul. Também citou oportunidades para exportações japonesas de itens agrícolas, florestais, pesqueiros e alimentícios.

Carne bovina ainda depende de avaliação sanitária

A abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira continua em análise. O governo do Japão avalia riscos relacionados à entrada de doenças, considerando, entre outros fatores, a ocorrência de febre aftosa no país exportador.

Motegi informou que a avaliação de riscos foi iniciada após um pedido do governo brasileiro e que os dois países devem manter consultas técnicas entre especialistas. O processo ocorre enquanto o setor pecuário brasileiro enfrenta os efeitos da salvaguarda chinesa para a carne bovina, que criou uma cota anual de importação e atingiu especialmente o Brasil, principal exportador do produto para a China.

Petróleo e minerais entram na agenda

A compra de petróleo bruto brasileiro pelo Japão será tratada diretamente pelas empresas envolvidas, segundo o chanceler. O tema foi discutido pelo ministro brasileiro Mauro Vieira durante visita a Tóquio, quando esteve acompanhado de um executivo da Petrobras.

Motegi afirmou que o Japão quer fortalecer a cooperação energética com o Brasil. Os dois países também concordaram em continuar consultas sobre o mercado de carbono, com o objetivo de combinar segurança no fornecimento de energia, crescimento econômico e descarbonização.

Na área mineral, o governo japonês busca diversificar suas fontes de minerais críticos. O chanceler citou o minério de ferro e metais raros, como o nióbio, e disse que o Brasil tem a segunda maior reserva de metais raros do mundo. A intenção, afirmou, é ampliar a cooperação nesse campo.

As negociações com o Mercosul foram precedidas por reuniões realizadas em janeiro e março, no âmbito do Marco da Parceria Estratégica entre Japão e Mercosul, lançado em dezembro do ano passado. Em junho, a Primeira-Ministra Takaichi e o Presidente Lula anunciaram o início formal das tratativas durante uma reunião de cúpula entre Japão e Brasil.

Motegi relacionou o avanço das conversas à necessidade de diversificar fornecedores de recursos energéticos e minerais e de fortalecer as cadeias de suprimentos. O início das negociações ocorreu quatro meses após o fechamento do Estreito de Ormuz, que levou países a buscar alternativas para o abastecimento de vários itens, especialmente petróleo.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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