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Economia

Limite por grupo reduz alcance do BNDES no leilão de armazenamento

Banco calcula até R$ 34 bilhões em linhas incentivadas, mas avalia que projetos exigirão mercado, debêntures e bancos multilaterais.

Limite por grupo reduz alcance do BNDES no leilão de armazenamento
Foto: Folhapress

O limite de R$ 1 bilhão por grupo econômico a cada 12 meses pode reduzir o volume efetivamente desembolsado pelo BNDES para projetos do primeiro leilão brasileiro de sistemas de armazenamento de energia. A regra se aplica aos financiamentos do Fundo Clima, uma das fontes consideradas pelo banco.

Alexandre Siciliano Esposito, chefe do departamento de transição energética e clima do BNDES, afirmou nesta sexta-feira (11) que será necessário combinar recursos de diferentes origens para atender aos projetos. Entre as alternativas, citou mercado, debêntures e instituições multilaterais.

O banco trabalha com uma estimativa preliminar de até R$ 34 bilhões em suas linhas incentivadas. O cálculo reúne o Fundo Clima e o BNDES Mais Inovação. Uma definição mais clara sobre o montante deve ocorrer até o final do ano, durante as discussões da lei orçamentária de 2027.

Esposito avaliou que o Fundo Clima deve concentrar a maior parte dos financiamentos, por considerar que os sistemas de armazenamento de energia, conhecidos como BESS, têm pontuação superior à de outras tecnologias renováveis. O Mais Inovação tem atuação mais ampla, voltada também a diferentes modalidades de inovação e digitalização, e dispõe de orçamento menor.

A demanda por crédito tende a crescer conforme o governo defina o volume de contratação de baterias no leilão. Esposito comparou o cenário ao último leilão de capacidade, que envolveu termelétricas e hidrelétricas e teve investimento superior a R$ 60 bilhões.

Marcado para dezembro, o certame recebeu cadastramento de mais de 296 gigawatts (GW) em projetos. As propostas ainda passarão por análise e habilitação técnica.

O BNDES também trabalha com fornecedores para nacionalizar projetos que disputarão a modalidade específica para baterias com conteúdo nacional. WEG, Moura, You.On, TBEA, Gotion, Trina e BYD declararam compromisso de fabricação local de BESS, mas ainda terão de cumprir etapas técnicas para comprovar as exigências previstas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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