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Economia

BNDES abre terceira fase de crédito para empresas afetadas por tarifas dos EUA

Nova etapa reúne R$ 22,6 bilhões e inclui empresas atingidas pelas Seções 232 e 301 da legislação comercial americana.

BNDES abre terceira fase de crédito para empresas afetadas por tarifas dos EUA
Foto: Agência Brasil

O BNDES começou a receber nesta quinta-feira (17) pedidos de financiamento da terceira etapa do Plano Brasil Soberano. A informação foi divulgada por José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco.

A nova fase reúne R$ 22,6 bilhões, formados por recursos do Tesouro Nacional e do próprio BNDES. O programa foi criado para apoiar empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos e por efeitos de conflitos internacionais.

A terceira etapa ampliou o alcance do plano. Além das empresas atingidas pelas tarifas previstas na Seção 232, relacionada à ameaça à segurança nacional na legislação comercial americana, também poderão ser atendidas empresas afetadas pela Seção 301, que trata de práticas consideradas prejudiciais.

Distribuição dos recursos

Do total, R$ 8,8 bilhões serão destinados a exportadores e fornecedores afetados pelas tarifas americanas. Outros R$ 6,8 bilhões atenderão empresas que exportam para países do Golfo Pérsico e seus fornecedores.

Também foram reservados R$ 4 bilhões para empresas de fertilizantes, R$ 2 bilhões para a cadeia de minerais críticos e estratégicos e R$ 1 bilhão para setores industriais relevantes ao comércio exterior.

O programa havia sido anunciado em julho com R$ 18,5 bilhões, sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro e R$ 5 bilhões do BNDES. Depois, o banco elevou sua participação para R$ 9,1 bilhões.

Linhas e condições

As taxas seguem as condições da segunda fase, com exceção da linha para minerais críticos. O custo é de 9,8% ao ano para capital de giro de grandes empresas; 8,3% ao ano para capital de giro de micro, pequenas e médias empresas e para capital de giro voltado à exportação; 8% ao ano para aquisição de bens de capital; 6,5% ao ano para investimentos; e 3% ao ano para investimentos em minerais críticos. As taxas ainda recebem os spreads aplicáveis a cada operação.

O crédito poderá ser usado para capital de giro, exportação, compra de máquinas e equipamentos e investimentos. Também estão incluídos projetos de expansão da capacidade produtiva, diversificação de mercados e inovação ou adaptação de produtos, serviços e processos.

Na linha de minerais críticos, o financiamento será destinado a empresas da cadeia de extração associada a beneficiamento, refino ou transformação.

Como solicitar

Empresas menores devem procurar bancos parceiros do BNDES. Nas operações diretas, o pedido precisa ser enviado pelo Portal do Cliente, e o valor mínimo de cada operação é de R$ 50 milhões. Nas operações indiretas, a orientação é buscar o banco do qual a empresa já é cliente ou outra instituição credenciada.

O envio do pedido não garante a aprovação. A proposta será analisada pela instituição financeira.

O BNDES oferece uma consulta de elegibilidade para exportadores e fornecedores, com dados da Receita Federal. A ferramenta não consulta a elegibilidade de empresas de setores industriais relevantes ao comércio exterior, que seguem regras próprias.

Criado em 2025, o Brasil Soberano movimentou cerca de R$ 16 bilhões na primeira fase, quando mais de 70% do apoio foi destinado a pequenas empresas. Na segunda etapa, em 2026, foram disponibilizados R$ 21 bilhões, dos quais cerca de R$ 7 bilhões foram destinados a investimentos, segundo Gordon.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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