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Economia

Pedidos de energia para data centers superam 56 GW, diz EPE

Nova lei reduz tributos sobre equipamentos, mas projetos de inteligência artificial dependem de rede, conectividade e refrigeração.

Pedidos de energia para data centers superam 56 GW, diz EPE
Foto: 1º.set.26/Reuters

Mais de 56 GW (gigawatts) em pedidos de acesso foram registrados para data centers, informou o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Thiago Prado. O volume equivale a um quinto da capacidade instalada de geração de energia no país, mas parte dos projetos pode não avançar.

A EPE conversa com investidores para identificar o estágio de cada empreendimento e avaliar ampliações necessárias na rede de transmissão. O desafio é antecipar obras sem criar uma infraestrutura maior do que a demanda efetivamente existente. Segundo Prado, linhas de transmissão levam cerca de cinco anos para ser implementadas no Brasil, enquanto um grande data center pode ficar pronto em cerca de três anos.

A expansão também exige atenção à estabilidade do sistema. A retirada repentina de um consumidor de grande porte pode provocar distúrbios com risco de apagões regionais, afirmou Prado.

Incentivo tributário

A nova legislação, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criou o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center). O regime zera PIS/Pasep, Cofins e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para equipamentos comprados na implantação, manutenção ou ampliação desses complexos no país.

Para Juliano Dantas, vice-presidente de Tecnologia e Inovação da Axia Energia, a medida busca estimular um ecossistema que precisa crescer, mas ainda são necessários avanços nas regras relacionadas à energia. “Mas continuamos tendo que avançar em outros aspectos, como aspectos regulatórios da energia, de maneira geral”, afirmou.

Marcio Aguiar, diretor da Nvidia na América Latina, disse que a demanda mudou com o avanço da inteligência artificial. “O gargalo não está mais em aplicações, está em energia”, declarou. De acordo com ele, energia, conectividade e refrigeração passaram a definir a escala dos projetos.

Flávio Loução, sócio da consultoria Deloitte, estimou que os data centers consumirão 565 TWh em 2026, alta de 26% sobre 2025. A previsão é de 702 TWh em 2027, com os servidores voltados à inteligência artificial respondendo por mais da metade desse total.

O Brasil é considerado atrativo para investimentos por seu potencial de geração renovável de baixo custo, segundo Loução. O país divide essa posição com o Chile e tem, como vantagem, não conviver com terremotos.

Distribuição e conectividade

A concentração regional é outro ponto discutido pelo setor. Segundo Rogério Gachet, CEO da Eletronet, 96% da capacidade de data centers está no Sudeste. Regiões com energia e terrenos disponíveis começam a ser avaliadas para receber novos projetos.

A Eletronet, controlada pela Axia, atua na oferta de fibra óptica. Gachet afirmou que a conectividade também precisa avançar, com melhora na latência e na resiliência das redes.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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