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Economia

PF remarca depoimento de André Esteves em investigação sobre o Banco Master

Defesa alegou compromissos profissionais; ainda não há nova data para o depoimento do dono do BTG Pactual.

PF remarca depoimento de André Esteves em investigação sobre o Banco Master
Foto: Folhapress

A Polícia Federal adiou o depoimento de André Esteves, dono do BTG Pactual, no inquérito que apura a fiscalização do Banco Central sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Ele seria ouvido como testemunha nesta segunda-feira (5), mas a defesa pediu a remarcação sob a justificativa de que o executivo tinha compromissos profissionais no mesmo dia. Uma nova data ainda não foi definida.

Também foram chamados para depor o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o antecessor dele, Roberto Campos Neto, e o atual diretor de Fiscalização da instituição, Ailton de Aquino. A previsão é que Galípolo seja ouvido nesta terça (6), Campos Neto na quarta (7) e Aquino na quinta. A assessoria do BC e a defesa de Campos Neto não informaram se houve pedido para adiar essas audiências.

Investigação sobre o Banco Master

Os depoimentos fazem parte do inquérito que investiga a atuação de Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização. Conforme a investigação, os dois teriam agido em favor dos interesses de Vorcaro dentro do BC, com o repasse de informações sobre a fiscalização do banco. As defesas negam favorecimento ao ex-banqueiro.

Em depoimento, Paulo Sérgio Neves afirmou que o BTG identificou uma fraude de R$ 32 bilhões no Master após concluir uma due diligence em novembro de 2024. Segundo o relato, Campos Neto participou de uma reunião sobre o assunto. A comunicação do BTG teria ocorrido por telefone em 29 de novembro, e uma apresentação foi realizada em 3 de dezembro de 2024, sem entrega de documentos pelo banco.

Mensagens de Vorcaro indicam ainda que o BC teria pedido uma reunião dele com Esteves em abril do ano passado para ouvir uma proposta. O BTG negou interesse na compra do Master e afirmou que fez apenas "compras pontuais de ativos não problemáticos em momentos de falta de liquidez".

Ailton de Aquino também declarou à PF que o BTG solicitou ao BC, em outubro de 2025, uma "carta de conforto" para comprar ativos do Master. O Banco Central decretou a liquidação da instituição no mês seguinte, em 18 de novembro de 2025.

No mês anterior, Galípolo havia dito estar "sempre à disposição para todas as instituições" para relatar como o processo ocorreu.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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