ITAPETININGA — A busca por veículos com menor custo de operação ganhou espaço entre motoristas de aplicativo da cidade. Daniela Braga, que trabalha na atividade há cerca de dois anos, pesquisa com o marido a troca do carro para reduzir as despesas de combustível e manutenção.
“Um dos nossos maiores desafios ainda continua sendo o combustível”, relata Daniela. Segundo ela, os dois dependem do trabalho com aplicativos e avaliam a situação financeira antes de decidir pela compra de um modelo elétrico.
Avanço nos emplacamentos
Os dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) mostram que a frota de veículos híbridos em Itapetininga cresceu 191%. Esses modelos alternam o uso de eletricidade e gasolina. Foram registrados 79 emplacamentos em 2024, contra 230 neste ano.
Também aumentou a presença de veículos que podem ser carregados na tomada. Os emplacamentos passaram de 50 para 131, alta de 162%. Entre os híbridos plug-in, que combinam motor a combustão, motor elétrico e uma bateria maior, o crescimento foi de 91,7%, com avanço de 12 para 23 unidades no mesmo período.
O consultor de vendas Gabriel Santos afirma que o volume comercializado desses veículos praticamente dobrou. Ele associa o movimento principalmente a veículos usados por motoristas de aplicativo, taxistas e motoristas executivos.
Em todo o país, aproximadamente 878 mil pessoas trabalham com transporte de passageiros por aplicativo, e parte delas utiliza veículos elétricos.
Crédito e planejamento
O Governo Federal anunciou um programa de crédito específico para motoristas de aplicativo e taxistas. A proposta prevê financiamento de veículos novos com juros mais baixos, prazos maiores e foco em carros mais econômicos e que emitam menos poluição.
O professor de economia Marcos Canhada, porém, afirma que a compra exige planejamento. Para ele, o consumidor deve avaliar a estabilidade da renda, a oscilação na oferta de serviços e a possibilidade de manter uma reserva antes de assumir o compromisso.
Motorista de aplicativo em Itapetininga, Charbel Moubarak comprou recentemente um carro elétrico e espera diminuir os gastos durante a rotina de trabalho. “A carga é R$ 37, então, faz uma diferença gigante no final do mês”, afirma. Ele diz trabalhar entre 10 a 12 horas e compara o custo mensal de R$ 140 em gasolina com a despesa de carregamento, citando valores de R$ 4 mil e R$ 800 ao mês em situações distintas.


