NOVA YORK — Registros mantidos em 68 caixas e encontrados no ano passado mostram que autoridades municipais discutiam os riscos da exposição às toxinas no entorno do marco zero após os ataques de 11 de Setembro. O material foi divulgado nesta terça-feira (8) pelo governo da cidade, que liberou 170 mil páginas sobre o atentado.
Os arquivos reúnem dados de contaminação obtidos por agências ambientais locais nos dias seguintes aos ataques, relatórios sobre a qualidade do ar e conversas entre integrantes do governo. As discussões também tratavam da possibilidade de a cidade ser responsabilizada judicialmente pela exposição da população.
Apesar das informações internas sobre a situação, as autoridades afirmaram ao público, na época, que o ar era seguro para respirar, de acordo com os documentos divulgados.
A publicação dos registros ocorre na semana em que o atentado completará 25 anos. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que as consequências das doenças associadas ao episódio continuam sendo sentidas.
“Agora, quase 25 anos depois, mais pessoas morreram de doenças relacionadas ao 11 de Setembro do que foram mortas no próprio dia dos ataques”, disse Mamdani.
Quase 3 mil pessoas morreram nos atentados. Ao longo dos anos, milhares de outras também morreram de cânceres e doenças relacionadas ao 11 de Setembro, incluindo integrantes das equipes de emergência que trabalharam durante meses nos destroços das Torres Gêmeas. As caixas estavam armazenadas em um escritório do governo de Nova York, segundo o gabinete do prefeito.


