Os houthis afirmaram nesta quarta-feira (16) que atingiram uma instalação da estatal saudita Aramco no terminal petrolífero de Yanbu, no mar Vermelho. O local é o principal porto de exportação da Arábia Saudita na região e vinha sendo usado como alternativa após a obstrução do tráfego no estreito de Hormuz.
O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, também declarou que um caça saudita F-15 foi derrubado por um míssil durante os ataques. A Arábia Saudita não comentou o episódio, que ainda não tem evidências como destroços ou vídeos. Saree anunciou ainda um ataque à base Rei Khalid, em Khamis Mushait, no sudoeste saudita. A instalação abriga esquadrões de F-15, incluindo a versão E.
Bombardeios na fronteira
As forças sauditas bombardearam posições houthis ao longo da fronteira entre os dois países. O comando dos rebeldes disse que o número de ataques nesta semana chegou a 450. Os houthis, apoiados pelo Irã, tomaram Sanaa em 2014.
Na véspera, um drone houthi foi abatido nas proximidades de Meca. Os rebeldes negaram ter realizado a ação, que foi filmada, e a Liga Árabe condenou o episódio. A confirmação de outras ações sauditas partiu de aliados iemenitas baseados no porto de Áden.
O conflito entre os houthis, o governo expulso de Sanaa e grupos apoiados pelos Emirados Árabes Unidos estava congelado desde 2022. A guerra entre Donald Trump e o Irã reabriu as hostilidades em julho, depois de um bloqueio aéreo à capital iemenita.
A interrupção de uma rota usada para contornar Hormuz elevou a preocupação com o abastecimento de petróleo. O preço chegou a US$ 108 por barril em contratos futuros, ante US$ 70 antes da guerra iniciada em fevereiro. A Aramco não comentou o ataque a Yanbu, e a retomada do fluxo no oleoduto ligado aos campos produtores do leste saudita permanece incerta.


