Ataques realizados pelos houthis contra cidades e instalações de energia da Arábia Saudita deixaram ao menos 73 pessoas feridas nesta terça-feira (8), incluindo mulheres e crianças, informaram autoridades sauditas. Os incêndios provocados pela ofensiva suspenderam temporariamente atividades em estruturas energéticas no sul do país.
A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita afirmou que Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran foram atingidas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar as chamas e verificar os danos.
O Ministério da Energia saudita informou que algumas instalações interromperam as atividades. A pasta declarou que serão adotadas medidas para proteger os trabalhadores e manter a continuidade das operações. "As autoridades competentes estão lidando com as repercussões dos ataques", afirmou o ministério.
Após a ofensiva, um porta-voz militar dos houthis disse que o grupo anunciará uma operação de grande alcance em território saudita. O coronel Turki al-Malki, porta-voz da coalizão, classificou os ataques como uma "escalada perigosa" e afirmou que haverá uma resposta.
Confrontos no Iêmen
A ofensiva ocorreu depois de semanas de aumento dos confrontos no Iêmen, que, na prática, encerraram uma trégua de quatro anos na guerra civil. Nos últimos meses, os houthis intensificaram ataques contra navios e interesses sauditas no Mar Vermelho. Em julho, o grupo anunciou um bloqueio naval contra a Arábia Saudita e passou a atacar embarcações ligadas ao reino.
Na segunda-feira (7), instalações da Saudi Aramco em Jazan foram apontadas como alvo de novos ataques, mas a informação não foi confirmada de forma independente, e a empresa não se manifestou. Horas antes da ofensiva, os houthis também acusaram a Arábia Saudita de bombardear uma prisão na província de Jawf. Segundo o grupo, sete pessoas morreram, entre elas uma criança. Essa informação também não pôde ser verificada de forma independente.
A guerra civil começou em 2014, quando os houthis tomaram Sanaa e expulsaram o governo reconhecido internacionalmente de grande parte do país. Em 2015, uma coalizão liderada pelos sauditas iniciou uma intervenção militar. A ONU afirma que o conflito deixou ao menos 150 mil mortos e gerou uma crise humanitária com milhões de pessoas dependentes de ajuda internacional.


