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Internacional

Aves aproximam ex-refém e antigos integrantes das Farc na Colômbia

Diego Calderón-Franco foi sequestrado em 2004 e, após o Acordo de Paz, passou a participar de expedições com ex-guerrilheiros.

Aves aproximam ex-refém e antigos integrantes das Farc na Colômbia
Foto: Federico Ríos Escobar/Divulgação

A observação de aves levou o biólogo colombiano Diego Calderón-Franco a reencontrar pessoas ligadas ao sequestro que sofreu durante uma expedição científica. Desde 2016, ele participou de cerca de dez expedições ou capacitações com ex-guerrilheiros e transformou a experiência em uma palestra sobre o conflito na Colômbia.

Calderón-Franco foi capturado em 2004, quando estudava biologia na Universidade de Antioquia e pesquisava a Serranía del Perijá. Ele permaneceu 88 dias sob custódia de combatentes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O grupo pediu resgate depois de verificar, ao longo de duas semanas, que os integrantes da expedição eram realmente vinculados a universidades.

Do sequestro à pesquisa de aves

O biólogo havia viajado com um botânico e um guia local. A região estava quase sem exploração desde os anos 1970, em parte por causa do conflito, e ainda apresentava biodiversidade desconhecida. No local, integrantes da Frente 41 das Farc disseram que os três não poderiam deixar a área.

Depois de dois meses, o botânico e o guia foram libertados. Calderón-Franco permaneceu no cativeiro até receber, de uma guerrilheira, a notícia de que sairia no dia seguinte. Durante o período, os estudantes observavam formigas e um besouro gigante para lidar com a situação.

Ele concluiu o curso de biologia em 2007 e passou a trabalhar com turismo e observação de aves. Em 2016, com o avanço do Acordo de Paz entre o governo e as Farc, decidiu participar de iniciativas relacionadas às áreas que haviam ficado inacessíveis durante o conflito.

Expedições com antigos combatentes

Uma dessas ações reuniu 60 pessoas em Antioquia, ao norte de Medellín. Participaram guerrilheiros, estudantes, vítimas, algozes, observadores internacionais das Nações Unidas, professores e representantes de juntas de ação comunal. Todos pesquisaram plantas e pássaros.

Em uma das expedições, Calderón-Franco reencontrou Omar, que havia participado de seu sequestro e hoje dirige uma oficina de confecções. Omar não o reconheceu de imediato e não pediu desculpas. Em vez disso, contou que uma mulher sequestrada havia ensinado dez guerrilheiros a ler, escrever, somar e subtrair.

Para o biólogo, as atividades permitem apresentar outro ângulo da guerra e criar contato entre pessoas que estiveram em lados diferentes do conflito. Ele afirma que as aves funcionam como um ponto de conexão entre os participantes.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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