Uma inspeção no avião recebido por Donald Trump do emir do Catar atrasou a decolagem do presidente dos Estados Unidos nesta quarta-feira (9). Durante o procedimento, o escorregador de emergência foi inflado e acionado. O equipamento aparentemente foi trocado enquanto Trump já estava a bordo.
Antes do embarque, repórteres perguntaram ao presidente americano se ele tinha certeza de que a aeronave era segura. Trump respondeu: “Estou, ou eu não entraria nele”.
Aeronave e encomendas
A expressão Air Force One identifica os voos em que o presidente dos EUA está a bordo e passou a ser associada às aeronaves usadas especialmente no transporte presidencial. A frota principal tem três aviões: dois derivados do Boeing 747-200B, em operação desde o início dos anos 1990, e um derivado do Boeing 747-8.
O Boeing 747-8 foi dado a Donald Trump pelo emir do Catar. A Casa Branca informou que a aeronave seria uma alternativa aos novos Air Force Ones encomendados à Boeing por Trump durante seu primeiro mandato. A entrega desses aviões sofreu diversos atrasos.
Episódios anteriores
Em julho, agentes do Serviço Secreto esconderam Trump em um caminhão de transporte de alimentos e fizeram uma troca secreta de avião antes de um voo de Ancara, na Turquia. O episódio veio a público no fim do mesmo mês e foi confirmado pelo próprio presidente em agosto.
A operação teria sido motivada por um alerta sobre a possibilidade de o Irã disparar um míssil contra o Air Force One. O caso levantou dúvidas sobre as capacidades de defesa da aeronave recebida como presente.
No fim de julho, o novo Air Force One foi retirado de operação para reparos, algo considerado incomum para uma aeronave colocada em serviço há pouco tempo. Especula-se que o avião tenha recebido sistemas de defesa mais modernos, que não estavam disponíveis nos primeiros voos a serviço de Trump.


