BANGKOK — Os aeroportos de Bangkok continuavam operando normalmente neste sábado (26), embora alguns voos pudessem atrasar por causa de desvios provocados pelas condições meteorológicas. Ao mesmo tempo, as inundações alteravam o trânsito, fechavam estabelecimentos e levavam moradores a buscar abrigo na capital da Tailândia.
Mais de 200 abrigos foram montados em toda a cidade, e cerca de 900 pessoas procuraram esses locais, informou o governador de Bangkok, Chadchart Sittipunt. Segundo ele, a situação havia se “estabilizado”, mas ainda seriam necessários dois ou três dias para que a água escoasse.
“A situação está estabilizada. Se não chover mais na região, o problema será resolvido”, disse Sittipunt. Ele afirmou que as autoridades municipais trabalhavam para retirar a água o mais rapidamente possível e que os alagamentos deveriam diminuir quando a chuva parasse. Alguns prédios públicos também abriram áreas de estacionamento para receber veículos.
Chuva e deslocamentos
As autoridades tailandesas declararam estado de calamidade nos 50 distritos de Bangkok. As chuvas começaram na tarde de quinta-feira e já afetaram mais de 84 mil pessoas em 21 províncias do país, além de obrigarem centenas de moradores a deixar suas casas.
O Departamento Meteorológico da Tailândia prevê a continuidade das chuvas na maior parte do país até domingo. O órgão relaciona a previsão à presença de um sistema de baixa pressão sobre a região central e ao fortalecimento da monção de sudoeste.
Em várias áreas da capital, o acumulado desde quinta-feira ultrapassou os 30 centímetros. A água se espalhou principalmente pelas regiões central e leste, bloqueou ruas e interrompeu o trânsito em alguns pontos. Linhas de ônibus entre Bangkok e as províncias do leste foram suspensas, segundo as autoridades.
Na Rua Phetchaburi, uma das principais vias da cidade, motoristas precisaram retornar, e alguns veículos ficaram parcialmente submersos. Carros avançavam lentamente em trechos alagados, enquanto motociclistas empurravam suas motos. Moradores atravessavam a água turva levando comida e água potável; alguns estavam descalços, e outros usavam botas de borracha ou sacos plásticos nos pés.
O governo enviou alertas de emergência aos celulares de pessoas nas áreas afetadas. Muitos estabelecimentos comerciais fecharam. A moradora Sukanya Tongsuk comparou as inundações às de 2011. Hwang Hwan-chung, visitante da Coreia do Sul que já esteve em Bangkok mais de 10 vezes, disse nunca ter visto um clima tão “maluco” na cidade e afirmou que não conseguiu encontrar um táxi. O holandês Bjorn Franken, que vive na capital há dois anos, relatou que um evento ao qual pretendia ir foi cancelado.


