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Internacional

Bolívia mantém emergência por temor de novos bloqueios e protestos

Prorrogação aprovada pelo Congresso vale por 90 dias; governo cita riscos de paralisações e mobilizações sociais.

Bolívia mantém emergência por temor de novos bloqueios e protestos
Foto: AFP

O governo boliviano afirmou haver risco de reativação de bloqueios, marchas e paralisações ao pedir ao Congresso a extensão do estado de emergência por mais 90 dias. A medida foi aprovada nesta quinta-feira (17), em sessão pública, diante do temor de novos protestos contra o presidente Rodrigo Paz.

O decreto original, editado em 20 de junho, venceria nesta sexta-feira (18). O governo alegou um cenário político e social complicado e solicitou, de maneira excepcional, uma nova vigência por outros 90 dias. O anúncio da decisão foi feito pelo vice-presidente e presidente do Congresso, Edmand Lara, depois do aval dos parlamentares.

Pressão sobre o governo

A emergência foi decretada após 53 dias de manifestações e bloqueios de rodovias organizados por trabalhadores, indígenas e camponeses ligados ao ex-presidente Evo Morales. Os atos interromperam as atividades no país e começaram em meio à crise econômica, apontada como a mais grave em quatro décadas, além da insatisfação com a venda de gasolina de má qualidade.

As reivindicações evoluíram para pedidos de renúncia de Paz, que assumiu o poder em novembro do ano passado. No fim de junho, o presidente fechou um acordo com a Confederação dos Trabalhadores da Bolívia (COB), contribuindo para o encerramento dos protestos. Dias depois, Morales anunciou a suspensão dos últimos bloqueios na região de Cochabamba, mantidos por manifestantes havia cerca de 50 dias.

A declaração de emergência ampliou as ferramentas constitucionais do presidente e abriu a possibilidade de emprego de forças militares para retirar bloqueios e restaurar a ordem. Segundo o ministro do Interior, Marco Antonio Oviedo, a medida busca “garantir a livre circulação” e a normalização da atividade econômica.

O conflito começou após Paz cortar de forma abrupta os subsídios aos combustíveis, numa tentativa de reduzir o déficit depois de conversas com o Fundo Monetário Internacional. Camponeses, produtores de coca ligados a Morales e caminhoneiros ameaçam retomar os atos por causa da escassez persistente de combustíveis.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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