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Internacional

Perdão e saúde mental marcam depoimento do pai no caso de Duxbury

Patrick Clancy disse que perdoou Lindsay Clancy e afirmou que a doença mental dela influenciou sua decisão.

Perdão e saúde mental marcam depoimento do pai no caso de Duxbury
Foto: Getty Images via BBC

O julgamento de Lindsay Clancy terminou sem uma decisão unânime do júri sobre sua culpa pelo assassinato dos três filhos. Um juiz anulou o processo no início deste mês, e os promotores ainda não informaram se pedirão um novo julgamento.

A próxima audiência está marcada para 29 de setembro, no Superior Tribunal de Plymouth, em Massachusetts. Lindsay, agora com 36 anos, acompanhou o processo em uma cadeira de rodas depois de ficar paralisada ao pular da janela do segundo andar.

A condição apresentada pela defesa

A promotoria afirma que, em 24 de janeiro de 2023, Lindsay estrangulou intencionalmente Cora, de cinco anos; Dawson, de três; e Callan, de oito meses, na casa da família, em Duxbury. Lindsay não negou ter matado as crianças.

Os advogados de defesa sustentam que ela não deve ser considerada legalmente responsável porque sofria de uma doença mental grave. A tese apresentada no processo foi a de psicose pós-parto, condição em que podem ocorrer episódios de mania, depressão ou uma combinação dos dois após o nascimento de uma criança.

Patrick Clancy, ex-marido de Lindsay e pai das crianças, testemunhou sobre a piora da saúde mental dela depois do parto. Em entrevista à CBS, ele disse que fez o melhor que conseguiu nos meses anteriores aos assassinatos, com os recursos e o conhecimento disponíveis naquele momento.

“Eu não sabia como lidar com uma doença pós-parto”, afirmou Patrick. Ele também disse acreditar que doenças mentais podem ser tragicamente enganosas.

O perdão e o luto

Patrick declarou que a percepção sobre a condição mental da ex-esposa foi decisiva para que a perdoasse. Ele rejeitou os rótulos de “mãe assassina”, “assassina de bebês” e “monstro” usados para descrevê-la.

“Acredito que foi sua doença mental que provocou aquilo”, afirmou. Para ele, não perdoar Lindsay teria um efeito permanente: “eu me consumiria por dentro para sempre”.

Nas semanas seguintes à morte dos filhos, Patrick disse ter enfrentado dificuldades para suportar o luto e reconheceu que teve pensamentos suicidas. “Não pensei que chegaria a completar 35 anos”, declarou, acrescentando que estava em paz com essa possibilidade.

Durante as sete semanas do julgamento, ele também foi alvo de uma campanha hostil na internet. Algumas pessoas o acusaram de encobrimento e disseram que ele teria algum grau de responsabilidade pelas mortes. Patrick afirmou que as especulações foram prejudiciais ao legado dos filhos e desviaram a atenção da saúde mental perinatal.

Mudança para Nova York

A exposição pública incluiu a publicação de fotografias de Patrick em viagens e ao lado da nova esposa, Rachel Danis. A atenção da imprensa o levou a deixar Duxbury, cidade com 16 mil habitantes, e se mudar para Nova York em busca de anonimato.

Patrick e Rachel Danis estão formando uma família. Ele afirmou ter esperança de falar aos futuros filhos sobre Cora, Dawson e Callan, seus irmãos.

Pessoas que apresentem sinais de alerta relacionados ao suicídio podem buscar o Centro de Valorização da Vida pelo telefone 188. Em emergências, o texto também orienta ligar para os Bombeiros, pelo 193; para a Polícia Militar, pelo 190; ou para o SAMU, pelo 192. Há ainda atendimento pelo Pode Falar, para jovens de 13 a 24 anos, além de serviços como CAPS, UBS e UPA 24h.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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