O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou neste sábado (26), na Assembleia Geral da ONU, que Cuba está aberta ao diálogo com os Estados Unidos e a relações comerciais com empresas americanas. A declaração ocorreu após novas críticas de Washington à ilha e sem menção direta ao presidente Donald Trump.
“estará sempre aberta ao diálogo”, disse Rodríguez. O chanceler também condenou o embargo comercial imposto pelos Estados Unidos há mais de 60 anos e afirmou que Havana aceita relações empresariais com companhias americanas e de outros países.
No mesmo debate, o chanceler russo, Sergey Lavrov, pediu o fim do que chamou de “cerco” a Cuba e das restrições comerciais aplicadas à ilha.
Trump, por sua vez, declarou neste sábado que espera um acordo entre os dois países e descartou a necessidade de uma intervenção militar. A fala foi dada a jornalistas na Casa Branca, antes de uma viagem ao Tennessee. “Eu diria que Cuba e nós chegaremos a um acordo. Não acho que precisaremos das forças armadas”, afirmou.
O presidente americano acrescentou que seu governo quer ajudar Cuba e abrir a ilha para cidadãos dos Estados Unidos. As declarações ocorreram em meio à pressão exercida por Washington sobre Havana. Desde o início do ano, os Estados Unidos mantêm um bloqueio de petróleo contra Cuba, medida associada à escassez de combustível e aos apagões que afetam o país em razão da infraestrutura precária.
Na terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump chamou Cuba de “Estado falido” e declarou que “a liberdade chegará” à ilha. A fala levou a delegação cubana a deixar o plenário. O governo americano também tem declarado como objetivo provocar uma mudança de regime em Havana, em uma pressão intensificada após a operação militar dos Estados Unidos que depôs o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.


