São Paulo, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,85 · Ibovespa 187.197 -0,00%
Notícia com critério
Internacional

Decisão mantém acusação contra Lindsay Clancy e leva caso a novo júri

William Sullivan avaliou que há provas para que a acusada pelos homicídios dos três filhos seja submetida a outro julgamento.

Decisão mantém acusação contra Lindsay Clancy e leva caso a novo júri
Foto: AP/Josh Reynolds, Pool

MASSACHUSETTS, Estados Unidos — A acusação contra Lindsay Clancy seguirá adiante após o juiz William Sullivan rejeitar o pedido de absolvição apresentado pela defesa. A decisão permite que a mulher seja submetida a um novo julgamento pelas mortes dos três filhos, ocorridas em 2023.

O primeiro julgamento foi anulado em 4 de setembro, quando os jurados não chegaram a um veredito unânime. Sullivan, do Tribunal de Plymouth, considerou que as provas reunidas eram suficientes para que um júri pudesse condenar Lindsay.

Argumentos da defesa e da promotoria

Lindsay responde pelas mortes de Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de 8 meses. A acusação afirma que as crianças foram estranguladas na casa da família.

Durante o julgamento, Lindsay não negou ter matado os filhos. Ela declarou, porém, que sofria de psicose pós-parto e que ouviu uma voz ordenando que matasse as crianças. A defesa sustenta que a condição de saúde mental provocou o comportamento. Segundo especialistas médicos, essa forma de psicose afeta entre uma e duas mulheres a cada mil partos.

O advogado Kevin Reddington também questionou a investigação e a credibilidade das declarações dadas por Lindsay à polícia. Em uma audiência realizada em 29 de setembro, ele afirmou: “Onde estão as provas?”

A promotoria sustenta que Lindsay planejou os assassinatos e tinha capacidade de compreender as consequências de seus atos. A promotora Jennifer Sprague classificou como “ridículo” o argumento de que não havia evidências suficientes contra a acusada.

A contestação das declarações de Lindsay representa uma mudança na estratégia da defesa, que durante o primeiro julgamento havia se concentrado principalmente na alegação de psicose pós-parto.

Lindsay está internada em uma instituição psiquiátrica e se declarou inocente. Após as mortes, cortou o próprio pescoço e os pulsos e pulou da janela do segundo andar da residência. Ela sobreviveu, mas ficou paralisada da cintura para baixo. O caso provocou debate nos Estados Unidos sobre saúde mental materna e psicose pós-parto.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.