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Internacional

Na ONU, Delcy anuncia revisão institucional e acordo petrolífero com os EUA

Líder interina da Venezuela promete novas eleições, mas não apresenta calendário; discurso também omite Nicolás Maduro.

Na ONU, Delcy anuncia revisão institucional e acordo petrolífero com os EUA
Foto: Eduardo Muñoz/Reuters

A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, dedicou parte de seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU ao acordo entre Caracas e Washington sobre o petróleo venezuelano. Ela classificou o pacto como “um dos maiores jamais assinados” e afirmou que ele contribuirá para o equilíbrio energético do hemisfério e da economia internacional.

O entendimento prevê, na prática, o controle majoritário dos Estados Unidos, por meio de uma parceria com uma empresa privada venezuelana, de cerca de 65 bilhões de barris de petróleo do país. No discurso, Delcy também agradeceu ao presidente Donald Trump por “retomar o caminho das relações diplomáticas e cooperação com a Venezuela”. Na terça-feira (22), os dois se reuniram pela primeira vez, mas os detalhes do encontro não foram divulgados.

Processo político

A líder afirmou que a Venezuela terá novas eleições, sem informar prazos ou explicar os detalhes do processo. Ela disse que as instituições do país começaram a ser revisadas para fortalecer o Estado e apresentou a reconstrução política como parte de um período de “renascimento”.

Delcy declarou que serão criadas condições para a participação de todas as forças políticas. Para ela, a qualidade da disputa é determinante para que uma eleição contribua para resolver conflitos, e não para aprofundá-los. Também afirmou que as instituições estarão preparadas para conduzir um processo inclusivo e transparente.

A líder mencionou o diálogo político patrocinado pelos Estados Unidos com parte da oposição. María Corina Machado, principal opositora e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, não participa das conversas. Segundo sua equipe, ela tentou retornar à Venezuela por três vezes na terça-feira (22), mas foi impedida.

Direitos políticos e reconciliação

No dia 19, a organização de direitos humanos Foro Penal informou que havia 344 presos políticos na Venezuela, dos quais 191 permaneciam detidos sem condenação. A entidade afirmou que não há reconciliação nem transição democrática efetiva enquanto pessoas estiverem presas por exercer direitos políticos, discordar ou se manifestar pacificamente.

Delcy não citou Nicolás Maduro, deposto por Trump e preso em Nova York. Ao mencionar a disputa da Venezuela com a Guiana pelo Essequibo, ela defendeu que acordos duradouros sejam construídos por negociações bilaterais, e não por organismos externos.

Ao final, a líder se dirigiu aos jovens e aos venezuelanos que vivem fora do país. Disse que “vale a pena acreditar de novo” e afirmou assumir a responsabilidade de conduzir a Venezuela da incerteza e do conflito para uma etapa de democracia plena.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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