O reino tradicional de Tooro enfrenta uma disputa pela sucessão após a princesa Ruth Komuntale contestar a decisão do comitê responsável pela escolha do novo monarca. Irmã do rei falecido, ela apresentou um testamento que, segundo sua versão, teria sido escrito em 2022 por Oyo.
O documento apontaria “um filho biológico” como herdeiro, mas não identificaria a criança. Integrantes da elite de Tooro disseram nunca ter ouvido falar desse filho. Diante disso, o comitê decidiu impedir sua participação na votação sucessória. A princesa também acusou “abutres malvados” de conspirarem contra ela e a Rainha-Mãe.
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Rainha-Mãe afirmou que tropas retiraram os guardas reais sem aviso e foram posicionadas nas proximidades do palácio. “Não podemos sair nem receber pessoas livremente. Estamos sob prisão domiciliar”, declarou.
Oyo era reconhecido pelo Guinness World Records como o monarca reinante mais jovem do mundo. Uganda é uma república, mas reconhece oficialmente reis tradicionais, que exercem principalmente funções culturais e não têm poder político.
No continente africano, há três monarquias soberanas: Essuatíni, Lesoto e Marrocos. Em outros países, reinos tradicionais são reconhecidos como instituições culturais, sem autoridade política formal.


