São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
Notícia com critério
Internacional

De Chávez a Ahmadinejad, ONU reúne episódios de confronto e protesto

Discursos na Assembleia Geral ficaram marcados por acusações, gestos, ameaças e saídas de delegações durante sessões da ONU.

De Chávez a Ahmadinejad, ONU reúne episódios de confronto e protesto
Foto: UN Photo/Erin Siegal

Acusações contra líderes estrangeiros, gestos provocativos e protestos de delegações fazem parte da história do Debate Geral da Assembleia Geral das Nações Unidas. A sessão deste ano começa nesta terça-feira (22), em meio a guerras, crises humanitárias, mudanças climáticas e tensões entre grandes potências.

O encontro reúne representantes dos 193 países membros da organização. O tema escolhido para 2026 é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.

Discursos que provocaram reação

Em 2010, Mahmud Ahmadinejad, então presidente do Irã, afirmou que o Pentágono estaria por trás dos ataques de 11 de Setembro, reivindicados pelo grupo terrorista Al-Qaeda. Delegações do Reino Unido, da União Europeia e dos Estados Unidos deixaram a sessão. Os Estados Unidos classificaram as declarações como “detestáveis e delirantes”.

Outro discurso que gerou repercussão foi o de Hugo Chávez em 2006. Um dia depois da fala de George W. Bush, o então presidente da Venezuela acusou o norte-americano de ter apoiado a tentativa frustrada de golpe de Estado no país, em 2002. “Ontem, o diabo esteve aqui”, disse Chávez. Em seguida, fez o sinal da cruz e afirmou que o local cheirava a enxofre.

Em 2017, Donald Trump ameaçou destruir totalmente a Coreia do Norte caso os Estados Unidos fossem obrigados a defender a si mesmos ou a seus aliados. Na ocasião, também se referiu a Kim como “homem-foguete”.

Gestos e marcas históricas

Em 1960, Nikita Khrushchev bateu na mesa durante uma sessão depois de o representante das Filipinas criticar a política soviética. Relatos da época dizem que ele teria usado um sapato, mas não existe registro em vídeo, e a própria ONU trata o episódio como uma história cercada de dúvidas. Anos depois, o ex-líder soviético assumiu o gesto em um livro de memórias.

No mesmo ano, Fidel Castro prometeu que seu discurso não seria longo, mas falou por mais de quatro horas e meia. A fala se tornou a mais extensa da história da Assembleia Geral. Atualmente, os pronunciamentos mais longos costumam durar até uma hora e meia, enquanto a orientação é de 15 minutos para os chefes de Estado.

Em outro episódio, Kadhafi passou 100 minutos atacando o Conselho de Segurança da ONU e jogou no chão uma cópia da Carta das Nações Unidas. Já Netanyahu apresentou um cartaz com um gráfico no formato de uma bomba ao defender que o Irã estava próximo de desenvolver uma arma nuclear. Treze anos depois, os dois países entraram em guerra pelo mesmo motivo.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.