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Internacional

Aliança liderada por Trump reúne 15 países e inclui sanções a facções brasileiras

Celso Amorim critica a associação entre crime organizado e terrorismo internacional; Flávio Bolsonaro defende a entrada do Brasil no grupo.

Aliança liderada por Trump reúne 15 países e inclui sanções a facções brasileiras
Foto: Sergio Lima/Afp

O Escudo das Américas reúne 15 países sob liderança dos Estados Unidos e apoiou sanções contra 24 grupos criminosos que atuam na região. Entre os alvos estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados pela Casa Branca como “narcoterroristas”. Brasil e México não participam da aliança.

A iniciativa prevê compartilhamento de inteligência e coordenação de operações. As medidas adotadas incluem restrições migratórias e congelamento de bens, dentro da estratégia do governo de Donald Trump contra o crime organizado e o tráfico de drogas.

Divergência sobre a classificação

O governo Lula se opôs à definição do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. A avaliação é de que essa classificação poderia permitir ações do governo americano em território brasileiro e atingir empresas nacionais com sanções. Especialistas em segurança também afirmaram que a mudança prejudicaria o combate às facções ao alterar os protocolos atuais de cooperação internacional.

Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, disse que a associação entre facções criminosas e terrorismo internacional é usada para pressionar o Brasil. Em entrevista ao canal Tutaméia TV, afirmou: “Essa questão do Escudo das Américas põe o Brasil num cerco”.

Para Amorim, governantes recentes dos Estados Unidos já haviam tentado influenciar o Brasil, mas sem uma ameaça de intervenção comparável. Ele também declarou que o objetivo central da política americana é conter a China e classificou a iniciativa como um esquema de dominação absoluta.

Na quarta (7), o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, disse ao presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, que pretende incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito. Ele disputa o segundo turno contra Lula e apoia a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

A aliança foi lançada por Trump em março, na Flórida, com a participação inicial de países alinhados à Casa Branca. Colômbia e Peru aderiram posteriormente. O grupo é formado por Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Trinidad e Tobago.

A política externa que orienta a iniciativa é associada à doutrina Monroe, formulada no século 19 e relacionada por críticos a intervenções americanas na região. Trump passou a chamá-la de “doutrina Donroe”. Em discurso na ONU em setembro, disse que poderia usar poder militar para proteger interesses nacionais vitais dos Estados Unidos na região.

Lula respondeu, na abertura da Assembleia Geral da ONU, que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” e advertiu contra tentações hegemônicas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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