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Internacional

EUA e Irã reabrem canal diplomático durante Assembleia Geral da ONU

Contatos mediados pelo Catar foram retomados em Nova York enquanto Donald Trump e Masoud Pezeshkian trocaram acusações no plenário.

EUA e Irã reabrem canal diplomático durante Assembleia Geral da ONU
Foto: Reprodução: Reuters

Estados Unidos e Irã retomaram contatos diplomáticos em Nova York para discutir o fim da guerra no Oriente Médio. As conversas foram conduzidas por mediadores durante a Assembleia Geral da ONU, depois de três meses sem negociações formais, enquanto os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian fizeram discursos com acusações e ameaças no plenário.

Trump afirmou que os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner participaram de uma reunião de cerca de três horas com mediadores iranianos. O presidente classificou o encontro como muito produtivo e disse esperar uma nova rodada de diálogo em um futuro próximo. Ele também afirmou que havia impulso para um acordo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou que Teerã negociou por intermédio de um mediador do Catar. Entre as condições apresentadas pelo governo iraniano estão o encerramento dos confrontos em todas as frentes e a suspensão dos atos de agressão dos Estados Unidos.

Acusações no plenário

Apesar da retomada dos contatos, Trump disse que poderia aniquilar o Irã e levar o país ao inferno caso a guerra continuasse. O presidente americano acusou o governo iraniano de matar mulheres e crianças, tentar produzir armas nucleares e promover ações contra civis.

Trump também afirmou que o governo iraniano matou mais de 72 mil cidadãos no ano e que 10 mil pessoas morreram recentemente durante protestos. Segundo ele, mesmo após um cessar-fogo voltado a discussões nucleares, o Irã teria praticado atos de terrorismo contra navios civis de outros países. O presidente americano chamou a República Islâmica do Irã de principal patrocinador do terrorismo.

Pezeshkian disse ter alterado o discurso depois da fala de Trump. O presidente iraniano rejeitou as acusações e afirmou que Estados Unidos e Israel seriam os verdadeiros Estados terroristas, além de acusá-los de alvejar civis e violar leis internacionais.

O líder iraniano disse que não haverá paz no Oriente Médio sem justiça para a Palestina. Também afirmou que questões nucleares não serão resolvidas no campo de batalha e que Teerã não considera rivais os países vizinhos do Golfo Pérsico. Segundo ele, Israel matou 85 mil civis em Gaza.

Exigências e possibilidade de acordo

Autoridades iranianas informaram que não houve encontro presencial entre Witkoff e o chanceler Abbas Araqchi. Araqchi se reuniu com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, que participa das negociações como mediador.

Entre as exigências apresentadas por Teerã estão a suspensão imediata do bloqueio naval americano aos portos iranianos, o pagamento de ativos congelados e o fim da guerra em todas as frentes de resistência. Um alto funcionário iraniano afirmou que o Irã poderia reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias se os Estados Unidos reduzissem a pressão militar e suspendessem o bloqueio aos portos.

A delegação iraniana em Nova York teria autorização para retomar relações diplomáticas com Washington. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse estar aberto a uma reunião com representantes iranianos durante a Assembleia Geral, embora não houvesse encontro marcado naquele momento. Rubio afirmou que qualquer negociação deveria garantir que o Irã jamais tivesse uma arma nuclear.

A guerra começou em fevereiro, após uma ofensiva americana e israelense, e já dura quase sete meses. Um acordo provisório de cessar-fogo fracassou em julho, e os dois países voltaram a trocar ataques. O conflito provocou milhares de mortes, afetou o abastecimento global de energia e se espalhou para outros países da região.

Trump declarou que poderá escolher entre um acordo e a destruição do Irã. Também afirmou acreditar em uma solução diplomática depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro.

No domingo (20), o comando militar iraniano advertiu que uma nova ofensiva americana provocaria retaliação sem limitação contra bases e interesses dos Estados Unidos no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a delegação iraniana apresentou uma nova proposta para encerrar as hostilidades.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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