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Internacional

Exame afasta DNA de condenado à morte em caso de assassinato nos EUA

Douglas Stewart Carter deixou a prisão em Utah após a Justiça receber análise que não o relaciona a vestígios do crime.

Exame afasta DNA de condenado à morte em caso de assassinato nos EUA
Foto: AP/George Frey

UTAH, ESTADOS UNIDOS — A defesa de Douglas Stewart Carter pediu o arquivamento da acusação de homicídio qualificado depois que uma análise de DNA afastou o material genético do condenado de vestígios associados ao assassinato de Eva Olesen. Carter deixou a prisão nesta segunda-feira (28), mas continuará submetido a monitoramento por tornozeleira eletrônica com GPS enquanto aguarda um novo julgamento.

O exame, recebido pela Justiça no dia 22 de setembro, indicou que Carter não correspondia ao sangue localizado em uma maçaneta nem ao material genético retirado do cabo da faca usada contra Olesen. A vítima foi esfaqueada e baleada.

Carter, de 71 anos, estava preso desde 1985. Ele saiu da penitenciária de Utah no fim da noite acompanhado do filho, Tyler, e do advogado de defesa. Um juiz determinou que ele não tenha contato com a família de Olesen, que criticou a decisão.

A condenação foi baseada em uma confissão e no depoimento de duas testemunhas, embora nenhuma prova física o ligasse à cena do crime. Carter, que é negro, afirma ser inocente e diz que assinou a confissão sob coação ao ser preso.

As testemunhas posteriormente se retrataram. Quando foram localizadas no México, em 2011, disseram que haviam sido orientadas a mentir no tribunal e recebido dinheiro e presentes da polícia. Segundo elas, policiais e promotores também ameaçaram deportá-las, assim como os filhos, caso não incriminassem Carter.

O novo julgamento foi aberto na Suprema Corte estadual no ano passado, após anos de disputa sobre uma suposta má conduta dos investigadores. Derek Pullan, responsável pelo caso desde a abertura do processo, afirmou que o resultado do exame enfraquece ainda mais a acusação.

Os advogados sustentam que testemunhas viram um homem branco fugir do local e que um investigador ocultou provas relacionadas a outros suspeitos, entre eles o marido de Olesen, que morreu em 2009. Olesen era tia de um chefe de polícia.

Na saída da prisão, Carter sorriu algumas vezes e tentou esconder o rosto atrás de papéis. Ele não falou com jornalistas e entrou em um veículo com o filho e o advogado. Neal Hamilton, um dos defensores, declarou: “Se dependesse do estado de Utah, ele teria sido executado há 15 ou 20 anos, antes de descobrirmos a má conduta”

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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