Uma falha nas linhas de transmissão deixou o oeste de Cuba sem energia nesta sexta-feira (18), depois de uma desconexão total do Sistema Elétrico. A União Elétrica, empresa estatal do setor, informou que o problema ocorreu junto de condições meteorológicas instáveis na região.
O Ministério de Energia e Minas comunicou que os protocolos de recuperação foram acionados. Duas horas após o anúncio, a pasta informou que três unidades de geradores estavam em funcionamento enquanto o sistema era restabelecido.
O episódio é o sétimo apagão nacional desde o início do ano e o décimo segundo desde o fim de 2024. A ilha, com 9,4 milhões de habitantes, enfrenta cortes frequentes associados ao estado de suas usinas termelétricas, construídas na era da União Soviética.
Combustível e cortes prolongados
A situação se agravou desde janeiro, após restrições impostas pelos Estados Unidos à compra de petróleo. O bloqueio, segundo o governo cubano, dificulta o abastecimento das usinas, que geralmente operam com diesel importado. A única entrada em escala de petróleo registrada no país ocorreu em março, por meio de um petroleiro russo recebido com aval americano.
Enquanto o governo de Miguel Díaz-Canel tenta negociar com os Estados Unidos, o sistema elétrico depende de geradores de emergência para operar parcialmente. Nas últimas semanas, os cortes duraram mais de 30 horas na capital e ultrapassaram 60 horas consecutivas em outras províncias.
“Na minha casa, estamos há 28 horas sem energia”, disse o aposentado Francisco Rodríguez, 78. A professora Lidia Fernández, 36, afirmou que a falta de água, gás para cozinhar e eletricidade se acumulou em sua rotina.
Os cortes também afetaram o abastecimento de água e a rede de telefonia em todo o país. Havana atribui a situação às medidas punitivas do governo Trump. A Casa Branca afirma que a responsabilidade é do regime cubano e da má gestão da economia.


