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Política

Desconfiança no STF atinge 48% enquanto impeachment divide voto ao Senado

Pesquisa mostra que apoio ao impeachment favorece candidatos ao Senado para 34% dos eleitores e reduz a chance de voto para 31%.

Desconfiança no STF atinge 48% enquanto impeachment divide voto ao Senado
Foto: Agência Senado

A desconfiança no Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a 48% e atingiu o maior nível registrado pelo Datafolha. Em março deste ano, 43% dos entrevistados diziam não confiar na corte. A percepção sobre o Poder Judiciário também piorou: passou de 36% para 38% no mesmo período.

A crise no STF e o escândalo envolvendo o Banco Master podem influenciar a escolha para presidente para 47% dos eleitores. Desse grupo, 36% esperam um impacto grande e 11%, pequeno. Para 49%, os episódios não terão efeito sobre o voto; 4% não souberam responder.

Efeito sobre a disputa ao Senado

A posição de candidatos ao Senado sobre o impeachment de ministros do STF divide os eleitores. Para 34%, defender a medida aumenta a chance de voto. Outros 31% afirmam que essa defesa reduz a possibilidade de escolher o candidato. A decisão não é afetada pela posição sobre o impeachment para 30%, enquanto 5% não souberam responder.

Entre os eleitores do presidente Lula (PT), 23% dizem ter maior probabilidade de votar em candidatos favoráveis ao impeachment. Para 36%, a chance diminui, e outros 36% afirmam não ser influenciados.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 49% veem aumento na possibilidade de voto quando o candidato apoia a medida. A chance diminui para 25%, enquanto 21% não alteram sua escolha.

O Datafolha ouviu 2.001 pessoas com 16 anos ou mais em 125 municípios, de terça (15) a quinta (17). A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-04029/2026, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Corridas estaduais

Em São Paulo, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) aparecem com 13% cada na disputa pelo Senado. André do Prado (PL) tem 11%, e Guilherme Derrite (PP), 10%. O levantamento foi realizado em 11 de setembro, e os quatro estão empatados dentro da margem de erro.

No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) lidera com 18%. Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) têm 10% cada; Marcelo Crivella (Republicanos) e Pedro Paulo (PSD), 7%; e Mônica Benício (PSOL), 6%. Todos estão tecnicamente empatados.

No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) registra 21%, Leila do Vôlei (PDT), 18%, Bia Kicis (PL), 15%, e Erika Kokay (PT), 14%.

A defesa do impeachment ganhou força após revelações sobre possíveis relações de ministros do STF com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O texto-fonte menciona negócios com Dias Toffoli e sua família, relações com Alexandre de Moraes, contratos com escritórios ligados à esposa de Moraes e ao filho de Kassio Nunes Marques, além de relações com o filho de Luiz Fux.

Em dezembro de 2025, Gilmar Mendes mudou o rito de processamento e julgamento de pedidos de impeachment de ministros do STF. O quórum passou de maioria simples para 54 votos, equivalentes a dois terços da Casa. Já existem 109 pedidos, e aliados de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) afirmam que ele deve esperar o resultado das urnas de 2026 para decidir se dará andamento aos processos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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