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Política

Conflito no Supremo divide eleitores sobre impacto na escolha presidencial

Pesquisa Datafolha mostra que 47% veem algum efeito da crise no STF sobre o voto para presidente; 49% descartam influência.

Conflito no Supremo divide eleitores sobre impacto na escolha presidencial
Foto: Reuters

A crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o escândalo do Banco Master não alteram a escolha presidencial para 49% dos eleitores. Outros 47% avaliam que os episódios terão algum peso na definição do voto, enquanto 4% não souberam responder, conforme recorte do Datafolha divulgado nesta sexta-feira (18).

Entre os que veem influência, 36% atribuem grande importância ao conflito envolvendo o Supremo. Para 11%, o efeito será pequeno. A pesquisa ouviu 2.001 eleitores brasileiros entre terça-feira (15) e quinta-feira (17). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-04029/2026.

Diferenças entre grupos eleitorais

No grupo que declara voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 26% dizem que a crise terá grande influência, e 12% apontam impacto pequeno. Para 58%, o episódio não terá peso na decisão. Nesse recorte, a margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 45% mencionam grande influência e 9% indicam influência pequena. Outros 43% não veem efeito. A margem de erro desse segmento é de 4 pontos.

Entre aqueles que não se alinham nem ao petismo nem ao bolsonarismo, 43% esperam grande influência, 13% consideram o impacto pequeno e 40% não preveem efeito na escolha presidencial. A margem de erro nessa classificação é de 5 pontos.

Crise no Supremo

A pesquisa foi realizada durante a crise envolvendo a corte, que incluiu uma disputa de ofícios, liminares e manifestações públicas entre ministros. O caso ganhou impulso após a divulgação de conversas do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, com Alexandre de Moraes.

Em uma mensagem enviada dois dias antes de ser preso, Vorcaro perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. As conversas também indicaram que Moraes tratou de um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, sua mulher.

O relatório da Polícia Federal foi encaminhado por André Mendonça, relator do caso no STF, ao presidente da corte, Edson Fachin. O objetivo era que o plenário decidisse sobre a abertura de investigação contra Moraes. Em seguida, o ministro pediu um inquérito contra Mendonça por abuso de autoridade.

Na terça, o plenário discutiu o rito para analisar a relação de Moraes com o ex-banqueiro, mas não iniciou a deliberação sobre o relatório. Flávio Dino interrompeu o debate ao pedir vista.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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