A União Elétrica de Cuba (UNE) informou neste sábado (19) que religou o Sistema Elétrico Nacional em 14 das 15 províncias do país. Guantánamo, no extremo leste da ilha, continuava fora da rede no fim da tarde.
A retomada não alcançou toda a população. A baixa disponibilidade de geração elétrica manteve amplas áreas sem fornecimento, incluindo Havana, onde 48% dos moradores tinham energia na noite deste sábado. Uma pensionista da capital relatou interrupções após um período limitado de serviço: “Aqui tivemos mais ou menos quatro horas de luz à tarde e depois cortaram de novo”.
Falha na transmissão
O apagão começou pouco depois do meio-dia de sexta-feira (18) e atingiu os 9,4 milhões de habitantes de Cuba. A UNE atribuiu a interrupção a uma falha “nas linhas de transmissão”. O problema começou nas cinco províncias da região ocidental, incluindo Havana, e depois se espalhou pelas outras dez.
Este foi o sétimo apagão nacional do ano. No episódio anterior, no início de agosto, a companhia levou 36 horas para restabelecer o serviço. Os cortes são associados à obsolescência das sete usinas termelétricas que formam a base da rede elétrica cubana.
Disputa sobre as causas
A crise se agravou desde janeiro, quando o governo do presidente americano, Donald Trump, impôs um bloqueio petrolífero e outras sanções a Cuba. As medidas dificultam o fornecimento de combustível para as usinas e para os geradores de reserva, abastecidos com diesel importado.
As autoridades da UNE afirmam que a disponibilidade desse combustível permitiria recuperar a rede com mais rapidez. Nas últimas semanas, os apagões duraram mais de 30 horas em Havana e ultrapassaram 60 horas consecutivas em outras províncias.
Havana atribui a situação crítica do sistema elétrico a Washington. Os Estados Unidos, por sua vez, afirmam que o problema decorre da má gestão econômica interna.


