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Internacional

Hong Kong condena ativistas pró-democracia por incitação à subversão

Lee Cheuk-yan e Chow Hang-tung receberam penas de sete anos e de sete anos e três meses sob a Lei de Segurança Nacional.

Hong Kong condena ativistas pró-democracia por incitação à subversão
Foto: Peter Parks/AFP

Um tribunal condenou nesta sexta-feira (11) três ativistas pró-democracia por incitação à subversão. Lee Cheuk-yan recebeu sete anos de prisão, e Chow Hang-tung foi sentenciada a sete anos e três meses. Albert Ho, outro ex-dirigente do grupo, foi condenado a cinco anos e dois meses após se declarar culpado em janeiro.

Os juízes consideraram o uso da expressão “acabar com a ditadura de partido único” nas atividades políticas dos réus. Lee, 69, e Chow, 41, estavam detidos desde 2021 e foram julgados com base na Lei de Segurança Nacional, imposta por Pequim em 2020. Os dois se declararam inocentes.

Grupo organizava vigílias

Lee e Chow foram, respectivamente, presidente e vice-presidente da extinta Aliança de Hong Kong em Apoio aos Movimentos Democráticos Patrióticos da China. A organização promovia vigílias anuais em memória da repressão aos protestos pró-democracia na Praça da Paz Celestial, em Pequim, em 1989.

As manifestações eram legais e toleradas em Hong Kong, mas foram proibidas após a entrada em vigor da Lei de Segurança Nacional. A legislação criminaliza atos de secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras. A Aliança de Hong Kong também foi condenada a pagar multa de US$ 191 mil.

Ho, 74, foi presidente da organização e do Partido Democrático, maior partido de oposição da cidade. Ele admitiu culpa em janeiro.

Elizabeth Tang, esposa de Lee, afirmou que ele deve recorrer. “É realmente inaceitável”, disse. Do lado de fora do tribunal, Medina Chow, mãe de Chow, agradeceu o apoio aos ativistas e pediu que as pessoas não perdessem a esperança.

Li Kwai Wah, superintendente-chefe da polícia de Segurança Nacional de Hong Kong, classificou o julgamento como “justo, imparcial, aberto e transparente”. O Escritório de Segurança Nacional da China em Hong Kong afirmou que os réus incitaram o público contra o Estado.

A ONU pediu a anulação das condenações. A União Europeia lamentou a decisão, e o governo de Taiwan condenou as sentenças. O Conselho de Assuntos do Continente afirmou que as acusações foram fabricadas sob o pretexto da segurança nacional.

Pequim também criticou a vice-presidente de Taiwan, Hsiao Bi-khim, por participar de um fórum sobre democracia na Itália. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, chamou a viagem de “desprezível”.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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