O grupo Houthi reivindicou neste domingo (11) ataques contra os aeroportos de Riade e Dammam, na Arábia Saudita, e afirmou ter atingido instalações da Aramco. As autoridades sauditas confirmaram ocorrências nos dois terminais, mas não haviam divulgado informações sobre vítimas ou danos no aeroporto de Dammam até a última atualização.
No aeroporto internacional Rei Khalid, em Riade, um projétil não identificado atingiu o terminal 4, segundo o governo saudita. A agência de aviação do país confirmou o ataque em Dammam.
A emissora iemenita Al Masirah TV, controlada pelos Houthis, também acusou a Arábia Saudita de atacar o aeroporto internacional de Sanaa, capital do Iêmen. Em uma mensagem, o grupo advertiu companhias aéreas, funcionários, trabalhadores e viajantes sobre o uso de aeroportos e do espaço aéreo saudita. A ameaça excluiu os aeroportos de Meca e Medina, cidades sagradas.
Escalada regional
Os ataques ocorreram um dia depois de o grupo lançar mísseis contra o aeroporto de Riade. A ofensiva matou 13 pessoas, segundo as informações disponíveis, e atingiu um dos principais hubs do Golfo Pérsico. O sistema saudita de alerta de ameaças não emitiu aviso antes da ação, que provocou o fechamento temporário do aeroporto.
A ofensiva foi atribuída por Mohammed al-Bukhaiti, uma das principais autoridades dos Houthis, a uma retaliação contra bombardeios sauditas no território iemenita. A coalizão liderada pela Arábia Saudita apoia forças do governo do Iêmen na guerra civil contra o grupo.
O Ministério da Energia saudita manteve para este domingo uma conferência internacional de energia planejada há muito tempo, mesmo após o fechamento temporário do aeroporto de Riade. O Congresso de Energia da WPC ocorre durante cinco dias em um centro de convenções a cerca de 10 km do terminal. Mais de 70 ministros, 300 executivos e representantes de mais de 25 organizações internacionais de energia haviam confirmado presença.
O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita conversou com o governo iraniano sobre a escalada regional e os esforços para reduzir as tensões. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que seu governo avalia participar dos bombardeios sauditas contra os Houthis: “Talvez. Vamos analisar.”

