O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, determinou a retirada de alguns postos israelenses na Cisjordânia ocupada, afirmou neste domingo (6) o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich. A decisão envolveria estruturas instaladas em áreas sob controle da Autoridade Palestina e sem autorização oficial do governo israelense.
“Pelo que sei, Netanyahu deu a instrução para esvaziar” determinados assentamentos, disse Smotrich. O ministro declarou que não concordava com a medida.
Pressão e reação
Informações divulgadas neste domingo por veículos israelenses apontaram que a ordem teria ocorrido após pressão dos Estados Unidos. O gabinete de Netanyahu foi procurado, mas não respondeu às informações.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, esteve na Cisjordânia no sábado (5). A visita teve como objetivo manifestar apoio a palestinos com cidadania americana que haviam sido vítimas de ataques de colonos. “Nossa mensagem clara é que crime é crime, terror é terror”, afirmou Huckabee. Ele acrescentou que pessoas envolvidas nesses atos deveriam esperar consequências severas, sem mencionar diretamente Israel.
Smotrich, líder de um partido de ultradireita que defende a anexação de toda a Cisjordânia, afirmou ter comandado uma “revolução” com a construção e a legalização de vilarejos, fazendas, estradas e milhares de casas no território. A Cisjordânia é ocupada por Israel desde 1967.
Todos os assentamentos israelenses na região são considerados ilegais pelo direito internacional. Em Israel, também são classificados como ilegais os postos criados sem aprovação oficial, que muitas vezes se resumem a algumas casas pré-fabricadas.
Mais de 500 mil israelenses vivem nos assentamentos, junto de cerca de três milhões de palestinos. A expansão dessas áreas cresceu durante os governos de Netanyahu. No final de agosto, ele havia prometido continuar construindo moradias na Cisjordânia, apesar da reação internacional contrária.
A violência na região aumentou desde o início da guerra na Faixa de Gaza, após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.


