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Internacional

Embaixador dos EUA nega retirada forçada de palestinos de Gaza

Declaração de Mike Huckabee ocorreu após ministros de oito países condenarem propostas apresentadas por integrantes do governo de Israel.

Embaixador dos EUA nega retirada forçada de palestinos de Gaza
Foto: AFP

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, negou no sábado (5) que exista um plano israelense para obrigar palestinos a deixar a Faixa de Gaza. A declaração foi dada em Turmus Ayya, cidade palestina na Cisjordânia, e ocorreu após ministros de oito países árabes e islâmicos condenarem propostas de integrantes do governo de Binyamin Netanyahu.

“Posso afirmar categoricamente que não há nenhum plano dos israelenses para retirar pessoas de Gaza contra a vontade delas”, disse Huckabee a jornalistas. O diplomata afirmou que pessoas dispostas a sair deveriam ter esse direito, mas negou que os governos de Israel ou dos Estados Unidos defendam deslocamento forçado.

A posição foi apresentada depois de Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, declarar na quarta-feira (2) que o governo tinha planos para retirar os palestinos de Gaza. Segundo Katz, ainda era aguardada a aprovação dos Estados Unidos para definir o destino da população deslocada.

No dia seguinte, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que a proposta previa a remoção de 250 mil palestinos no primeiro ano. O restante dos cerca de 2 milhões de habitantes do território seria deslocado ao longo dos seis anos seguintes.

Reação dos países

Ministros das Relações Exteriores de Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Paquistão, Indonésia e Turquia disseram condenar “nos termos mais veementes” os planos e mecanismos que, segundo eles, buscariam expulsar palestinos à força de suas terras.

Os ministros afirmaram que as medidas ameaçam os esforços internacionais de paz e o plano abrangente do presidente Donald Trump para encerrar o conflito em Gaza. O plano de paz para o território, de outubro de 2025, é apoiado pelos Estados Unidos e inclui rejeição ao deslocamento forçado.

Katz havia declarado na quarta-feira (2) que, “no fim das contas, não há uma solução real para Gaza sem essa migração”.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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