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Internacional

Peru mira comunicação de presos com cerco a cinco penitenciárias

Medida prevê operações policiais e militares, apreensão de telefones e suspensão temporária de direitos no entorno das unidades.

Peru mira comunicação de presos com cerco a cinco penitenciárias
Foto: Ernesto Benavides/AFP via Getty Images

O governo peruano decretou estado de emergência em cinco penitenciárias para tentar interromper a comunicação entre presos e organizações criminosas. A medida, assinada pela presidente Keiko Fujimori, terá duração de 60 dias e permite operações conjuntas da polícia e das Forças Armadas em um raio de 200 metros ao redor das unidades.

O decreto autoriza a apreensão de telefones e cartões SIM (chips) telefônicos, além da retirada de antenas de telecomunicações instaladas nas áreas próximas aos presídios. O objetivo declarado é impedir que atividades como extorsões, assassinatos sob encomenda e tráfico de entorpecentes sejam coordenadas de dentro das prisões.

Controle no entorno

Durante a vigência da medida, ficam suspensos os direitos constitucionais à liberdade de circulação, de reunião, à liberdade e à segurança pessoais das pessoas que entrarem ou transitarem pelas penitenciárias e pelo perímetro externo definido no decreto.

O ministro da Justiça, Ernesto Álvarez, disse que o primeiro objetivo é estabelecer um cerco ao redor dos estabelecimentos. A Defensoria do Povo informou que acompanhará a execução das ações para garantir a vigência dos direitos fundamentais.

As unidades atingidas são Challapalca, no departamento de Tacna; Cochamarca, em Pasco; Trujillo Varones, em La Libertad; Miguel Castro Castro e Ancón I, em Lima. Cerca de 50% dos detentos das duas últimas são descritos pelas autoridades como chefes e líderes de organizações criminosas.

O Instituto Nacional Penitenciário continuará responsável pela administração e pela custódia interna. O governo afirmou que a medida não representa a militarização das prisões e que as ações seguirão a Convenção Americana sobre Direitos Humanos. O reforço também abrangerá o espaço aéreo.

Pressão sobre o sistema penitenciário

As autoridades peruanas afirmam que os presídios registram motins, brigas e fugas frequentes. O sistema enfrenta superlotação de 156% e déficit de pessoal de cerca de 45%.

A criminalidade está entre as principais preocupações da população. Pesquisa da Ipsos para o Barômetro de Segurança indica que 38% dos peruanos limitam suas saídas às ruas a determinados horários.

Dados oficiais mostram que os homicídios passaram de quase mil em 2018 para 2,6 mil em 2025. As denúncias de extorsão subiram de 3,2 mil para 26,5 mil no mesmo período. Entre janeiro e junho deste ano, a Polícia Nacional registrou 1.267 homicídios. Nas primeiras semanas de Fujimori na Presidência, foram reportadas cerca de 134 mortes.

Ao assumir o cargo no fim de julho, Fujimori prometeu uma política de linha dura contra a criminalidade, o narcotráfico e o crime organizado. Em 2025, o Ministério da Economia calculou que a insegurança custava cerca de US$ 5 bilhões por ano, equivalente a aproximadamente 1,7% do Produto Interno Bruto.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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