Um bombardeiro russo Tupolev Tu-95MS caiu nesta terça-feira (29) na região de Amur, na Sibéria, deixando ao menos seis tripulantes mortos. As causas do acidente ainda não foram definidas.
A queda ocorreu a cerca de 6.000 km da fronteira da Ucrânia. Kiev não reivindicou qualquer ação relacionada ao episódio. A base de Ukrainka, próxima ao local do acidente e provável sede da aeronave, era uma das unidades militares da região.
O Tu-95, um quadrimotor turboélice desenvolvido na década de 1950 e amplamente modernizado, é usado como plataforma de lançamento dos mísseis de cruzeiro Kh-101 e de outros armamentos contra a Ucrânia. Os disparos são feitos de dentro do espaço aéreo russo.
Perdas durante a guerra
A aeronave é considerada um dos principais componentes da aviação estratégica russa e tem sido alvo das forças ucranianas. Em 2025, durante a Operação Teia de Aranha, cerca de oito Tu-95 foram atingidos, danificados ou destruídos em cinco bases atacadas por drones transportados em caminhões.
Uma imagem de câmera de vigilância divulgada por um canal local, o Exilenova, mostra o avião caindo lentamente, aparentemente em uma tentativa de pouso. O vídeo é compatível com a geografia da região, mas não foi geolocalizado de forma independente.
Antes da guerra, o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos estimava que a Rússia operava cerca de 60 Tu-95. No balanço de forças militares mais recente, datado do começo deste ano, o centro britânico contabilizou 51 aeronaves. O Oryx, site de monitoramento de perdas militares, registrou 11 perdas confirmadas por imagens. No mês passado, a Ucrânia afirmou ter destruído outro bombardeiro em um ataque com drones contra a base de Engels-2, na Rússia europeia.


