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Internacional

Trump assina sanções contra Rússia com tarifas de até 100%

Medida atinge setores de energia e defesa, autoridades russas e países que comprarem petróleo e gás de Moscou.

Trump assina sanções contra Rússia com tarifas de até 100%
Foto: AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (18) um pacote de sanções contra a Rússia após a aprovação da medida pelo Congresso. O texto busca pressionar Moscou por causa da guerra na Ucrânia e autoriza novas restrições aos setores de energia e defesa, além de atingir Vladimir Putin e outras autoridades de alto escalão.

A legislação também mira a chamada “frota fantasma” de navios-tanque usada para contornar sanções ocidentais. O pacote concede a Trump autoridade para impor tarifas sobre grandes compradores de petróleo e gás russos, com o objetivo de reduzir receitas associadas ao financiamento da guerra.

A Câmara dos Representantes aprovou a proposta na quarta-feira (16), por 262 votos a favor e 159 contra. O texto inclui empresas e atores estrangeiros que apoiam as Forças Armadas russas e amplia sanções relacionadas ao Irã. Os poderes comerciais concedidos ao presidente provocaram uma divisão entre democratas, que em grande parte apoiam a Ucrânia, mas resistem a ampliar a autoridade de Trump sobre o comércio exterior. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, agradeceu aos legisladores americanos.

Tarifas e compradores de petróleo

Pelo texto aprovado, Trump deve impor tarifas de até 100%, no prazo de 30 dias, sobre todas as mercadorias importadas pelos Estados Unidos provenientes dos cinco maiores importadores de petróleo bruto ou gás russo. A medida também alcança países que realizarem conscientemente novas compras desses produtos 30 dias após a promulgação da lei ou que estejam entre os cinco principais países que ajudam a Rússia a contornar sanções.

A China e a Índia estão entre os maiores compradores de petróleo russo. Críticos afirmam, porém, que a legislação deixa margem para que as autoridades americanas definam diferentes alvos, porque não identifica países nem explica como seriam calculadas as listas dos cinco principais importadores.

A medida poderia afetar o Brasil, grande comprador de diesel russo. Em julho, no entanto, Putin proibiu as exportações do derivado de petróleo em meio a uma crise de abastecimento provocada por ataques ucranianos a refinarias russas. A Índia afirmou na quinta-feira que continuará comprando petróleo “por meio de fontes diversificadas”. Xi Jinping deve se encontrar com Trump na próxima semana.

Reação russa e ataques à Ucrânia

Após a aprovação da Câmara, na quinta (17), o governo de Vladimir Putin afirmou que as sanções poderiam dificultar negociações para encerrar a guerra. “qualquer imposição de sanções adicionais pelos EUA irá certamente complicar os esforços para chegar a um acordo de paz na Ucrânia”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Horas depois da aprovação na Câmara, forças russas bombardearam Kiev e outras sete regiões da Ucrânia. O ataque deixou dezenas de feridos, 18 deles na capital, e envolveu mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e cerca de 160 drones. A Polônia fechou dois aeroportos e mobilizou caças por causa do risco de invasão de seu espaço aéreo, mas nada ocorreu.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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