O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Malik Hasan, ex-major do Exército condenado à morte pelo ataque em uma base militar no Texas que deixou 13 mortos e 32 feridos. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (5).
A aprovação ocorreu após recomendação do secretário de Guerra, Pete Hegseth, informou o porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell. Cabe agora ao secretário do Exército definir a data, o horário e o local da execução. Essas informações ainda não haviam sido divulgadas.
Hasan atuava como psiquiatra quando abriu fogo dentro de uma instalação usada por militares antes e depois de missões no exterior. Doze dos mortos e 30 dos feridos eram militares. Durante o julgamento, ele dispensou advogado, admitiu ter planejado o ataque e afirmou que queria receber a pena de morte.
O ex-major foi classificado como um "lobo solitário" da rede terrorista Al-Qaeda. As investigações indicaram que ele pretendia defender "irmãos muçulmanos" de uma guerra que considerava ilegal, conduzida pelos Estados Unidos no Afeganistão. Nascido nos Estados Unidos, Hasan é filho de pais palestinos.
Hasan ficou paraplégico depois de ser baleado durante o ataque e está preso na penitenciária militar de segurança máxima de Fort Leavenworth, no Kansas. O processo passou por mais de uma década de recursos. Pela legislação militar americana, a pena de morte de um militar depende da aprovação presidencial.
Se for cumprida, a sentença será a primeira execução realizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos desde 1961.


