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Internacional

Trump condiciona fim do conflito com o Irã às eleições nos EUA

Presidente americano afirma que Teerã não resistirá à pressão econômica e prevê queda do petróleo após a votação de meio de mandato.

Trump condiciona fim do conflito com o Irã às eleições nos EUA
Foto: AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (9) que a guerra com o Irã deve terminar imediatamente após as eleições de meio de mandato, previstas para novembro. Ele também disse que o preço do petróleo cairá quando o conflito acabar e admitiu que uma negociação diplomática pode ocorrer, embora não seja a alternativa considerada por seu governo.

Trump declarou que Teerã tenta influenciar a votação, mas estaria sob pressão econômica suficiente para não sustentar os combates. “Acho que a guerra vai acabar imediatamente após a eleição, porque eles não conseguem mais resistir”, disse o presidente a repórteres antes de viajar para a Convenção Nacional Republicana, em Dallas, no Texas.

Combates e pressão eleitoral

A guerra entrou recentemente em seu sétimo mês, sem um fim imediato à vista. Nos primeiros meses do conflito, Trump havia afirmado várias vezes que a disputa estava próxima do encerramento, o que não ocorreu.

Na quarta-feira, o Irã informou ter atacado dez navios nas proximidades do estreito de Hormuz. A ação ocorreu depois de os Estados Unidos afundarem cinco petroleiros iranianos, e a retomada dos combates provocou alta no preço do petróleo.

Os índices de aprovação de Trump caíram recentemente ao menor nível registrado, em meio à insatisfação dos eleitores com a guerra e ao agravamento da crise do custo de vida nos Estados Unidos. Marcadas para 3 de novembro, as eleições de meio de mandato costumam funcionar como uma avaliação do ocupante da Casa Branca e podem fazer os republicanos perderem o controle do Congresso.

Israel amplia declarações sobre a Síria

Durante uma visita às tropas israelenses no sul da Síria, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o Irã está perto do colapso à medida que os combates se intensificam. Ele disse que ainda há trabalho a fazer e apresentou como principal objetivo a derrubada do governo iraniano.

Netanyahu esteve no lado sírio do monte Hermon acompanhado do ministro da Defesa, Israel Katz. O primeiro-ministro também declarou que os grupos aliados de Teerã no Oriente Médio acabarão entrando em colapso e afirmou que Israel não permitirá a instalação de um Exército na fronteira.

As forças israelenses estão posicionadas no sul da Síria em uma zona de segurança desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. A área corresponde ao que antes era uma zona-tampão patrulhada pelas Nações Unidas entre as forças israelenses e sírias nas colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel.

Damasco condenou a entrada de Netanyahu no território sírio e classificou a visita ao monte Hermon como uma violação da soberania do país. O Ministério das Relações Exteriores sírio afirmou que a ação foi ilegal e provocativa.

Em uma mensagem de vídeo gravada no topo do monte Hermon, Katz disse ao presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, que as tropas israelenses permanecerão na zona de segurança. Ele também afirmou que Israel poderá voltar a atacar o Irã caso considere necessário neutralizar ameaças.

Netanyahu já havia visitado as tropas na Síria em dezembro de 2024 e em novembro de 2025. Katz esteve com militares israelenses no sul sírio há duas semanas, visita que também recebeu condenação de Damasco. A Síria foi aliada do Irã durante os governos de Hafez al-Assad e Bashar al-Assad, mas a relação terminou após a queda de Bashar.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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