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Internacional

Trump reabre canal diplomático com viagens de enviados à Rússia e à Ucrânia

Steve Witkoff e Jared Kushner devem apresentar uma nova proposta de paz em Moscou e Kiev neste fim de semana.

Trump reabre canal diplomático com viagens de enviados à Rússia e à Ucrânia
Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

O presidente Donald Trump retomou, após sete meses, a tentativa de negociar o fim da Guerra da Ucrânia. Steve Witkoff e Jared Kushner, seu genro, devem viajar a Moscou e Kiev neste fim de semana para apresentar uma nova proposta de paz.

Trump afirmou que os dois enviados foram destacados para avaliar se há possibilidade de avanço. “Pode haver uma boa chance de que consigam”, disse. A agenda prevê a chegada à capital russa no sábado (5) e à capital ucraniana no domingo (6).

A visita a Kiev exigia medidas adicionais de segurança depois de um ataque russo à sede do Serviço de Segurança da Ucrânia, nesta sexta (4). O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, chegou a propor um cessar-fogo para facilitar o deslocamento, mas Trump confirmou a viagem.

A dupla havia tratado do conflito pela última vez em fevereiro. Desde então, Trump passou a concentrar sua atenção na guerra no Oriente Médio, que permanece em impasse militar e político.

A retomada das negociações ainda é incerta. O presidente russo, Vladimir Putin, alternou nos últimos dias declarações favoráveis a conversas com rejeições à possibilidade de discutir com Zelenski. Putin também considera possível declarar vitória caso conclua a conquista da região de Donetsk, no leste.

Zelenski enfrenta pressão militar russa e uma crise interna, agravada pela demissão, em julho, de Mikhailo Fedorov. O ex-ministro da Defesa passou a defender a realização de eleições suspensas pela guerra. A falta de mísseis antiaéreos também aumentou o impacto sobre civis.

Ao mesmo tempo, cresceram as tensões entre o Kremlin e a Otan, liderada pelos Estados Unidos. Rússia, Reino Unido e Alemanha trocaram acusações de interferência. A aliança realizou exercícios militares no Báltico e no Ártico, enquanto governos locais alertaram para o risco de um ataque direto no Báltico, hipótese rejeitada por Moscou.

Nesse contexto, John Ratcliffe, chefe da espionagem americana, foi a Moscou para se reunir com Serguei Narichkin, seu homólogo. Depois do encontro, Trump passou a repetir que Putin não atacará a Otan.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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