Ben Affleck classificou a produção de Liga da Justiça como o ponto mais baixo de sua carreira. Em participação no podcast Happy Sad Confused, o ator relembrou os bastidores do filme lançado em 2017, marcado pela saída de Zack Snyder e pela entrada de Joss Whedon na direção.
Snyder deixou o projeto após a morte de sua filha, e a Warner chamou Whedon para concluir o longa. O novo diretor regravou cenas e alterou partes da história. Em entrevista à Variety, Snyder estimou que as refilmagens incluíram 60 páginas de material inédito.
Affleck criticou o conflito entre o estúdio e a visão do diretor original. Também afirmou que a produção foi afetada por questões pessoais e pela tragédia vivida por Snyder. “Foi uma merda ele ter sido tirado daquele filme e as refilmagens que fizemos”, declarou o ator.
A versão exibida nos cinemas teve recepção negativa da crítica e desempenho comercial abaixo das expectativas do estúdio. Affleck comemorou o lançamento de Liga da Justiça de Zack Snyder, em 2021, por permitir que o cineasta apresentasse sua própria versão da história.
O ator disse que bebia demais e enfrentava um divórcio naquele período, mas afirmou que seus problemas pessoais não foram responsáveis pelo resultado do longa. Ele também descreveu como repugnante o ambiente das novas gravações, com base no que presenciou e nos relatos de outros atores.
Os bastidores ainda envolveram denúncias contra Whedon. Gal Gadot, intérprete da Mulher-Maravilha, afirmou que o diretor a ameaçou durante a produção. Whedon negou a acusação.
Em entrevista anterior à Entertainment Weekly, Affleck havia dito que a experiência contribuiu para sua decisão de não continuar interpretando Batman. Na ocasião, afirmou: “Eu não gostava de estar lá. Não achava aquilo interessante.”


