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Justiça

Artigo 22 da LINDB pode exigir controle mais rigoroso em certos casos

As dificuldades do gestor podem reduzir a responsabilização pessoal, mas ampliar a fiscalização sobre decisões administrativas.

Artigo 22 da LINDB pode exigir controle mais rigoroso em certos casos

O artigo 22 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) pode produzir efeitos diferentes conforme o tipo de controle analisado. Ao tratar da gestão pública, o dispositivo determina que sejam considerados os obstáculos e as dificuldades reais enfrentados pelo gestor. O § 1º também exige atenção às circunstâncias práticas que impuseram, limitaram ou condicionaram a atuação do agente.

A norma é frequentemente associada à possibilidade de reduzir o rigor na responsabilização pessoal. Quando as dificuldades limitaram a capacidade do gestor de tomar uma decisão devidamente instruída e não resultaram de sua própria ação ou omissão, esses fatores devem ser considerados na avaliação de sua culpabilidade. Nesse cenário, obstáculos concretos podem influenciar a aplicação de sanções e a responsabilização por danos ao erário.

Controle sobre decisões administrativas

O alcance do artigo 22, porém, não se restringe à análise da conduta individual de agentes públicos. A regra também pode ser aplicada à revisão da validade de escolhas administrativas, campo em que as dificuldades institucionais talvez produzam efeito oposto.

Uma agência reguladora com baixa capacidade técnica, limitações orçamentárias ou líderes capturados por interesses econômicos ou político-partidários pode estar sujeita a uma fiscalização mais intensa. A existência desses obstáculos pode reduzir o grau de deferência concedido às decisões da agência, diante de uma desconfiança institucional relacionada a deficiências de capacidade e integridade.

A diferença decorre dos objetivos de cada atividade de controle. Na revisão de decisões, busca-se identificar escolhas irregulares, reduzir a ocorrência de erros decisórios e limitar seus efeitos negativos. Na responsabilização pessoal, o foco está no grau de reprovabilidade da conduta e na presença do elemento subjetivo exigido.

Assim, as dificuldades reais do gestor, especialmente quando relacionadas à capacidade da instituição, podem justificar menor rigor na responsabilização individual e maior rigor na análise das decisões administrativas. O artigo 22 não funciona, portanto, como um freio uniforme ao controle público, mas como uma exigência de consideração do contexto da administração pública.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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