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Justiça

Candidaturas barradas por vínculos criminosos somaram 363,3 mil votos

Quinze candidatos concorreram sub judice; se as decisões forem mantidas, os votos serão anulados e retirados da totalização.

Candidaturas barradas por vínculos criminosos somaram 363,3 mil votos

Quinze candidaturas indeferidas pela Justiça Eleitoral por indícios veementes de ligação com organizações criminosas receberam 363,3 mil votos nas eleições de domingo (4/10). Nenhum dos candidatos foi eleito para o cargo disputado. Parte dos casos ainda aguarda julgamento de recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os candidatos concorreram sub judice. Caso os indeferimentos sejam confirmados, os votos serão anulados e retirados da totalização. O levantamento considera 27 candidaturas impugnadas e analisadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs): 20 foram indeferidas. Depois, decisões monocráticas de ministros do TSE autorizaram duas a disputar as eleições de 2026. Das 18 restantes, três não chegaram às urnas.

Pastor Everaldo (Podemos-RJ) e Janine Lucena (MDB-PB) concorreram ao cargo de primeiro suplente de senador, cuja votação nominal é atribuída ao cabeça da chapa. Kamila Araújo Lopes (PSB-AC), candidata a deputada federal, foi considerada inapta.

Entre as 15 candidaturas indeferidas que puderam ser votadas, João Drumond (PRD-RJ) obteve a maior votação: 55,7 mil votos para deputado estadual pelo Rio de Janeiro. O TRE-RJ apontou indícios de inserção e articulação em uma rede associada à cúpula do jogo do bicho e de apoio político-eleitoral em áreas sob domínio de facção criminosa. Drumond recorreu ao TSE.

Onze dos candidatos barrados são do Rio de Janeiro e somaram 316,6 mil votos. Os demais votos vieram da Paraíba, com 22,9 mil; da Bahia, com 23,4 mil; e do Amapá, com 397.

Candidaturas deferidas

Nove candidaturas impugnadas foram deferidas e reuniram 561,4 mil votos. Houve dois eleitos e três suplentes. Márcio Rezende (PSD-RJ) foi eleito deputado federal com 75,1 mil votos; sua candidatura foi deferida por ausência de indícios veementes de intermediação eleitoral com a facção Amigos dos Amigos (ADA) em Macaé. Há recurso ao TSE contra a decisão.

Ney Santos (Republicanos-SP), ex-prefeito de Embu das Artes (SP), também foi eleito deputado federal. O TRE-SP considerou que eventuais ligações com o PCC só poderiam ser avaliadas após decisão criminal definitiva.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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