O Dasein — Núcleo de estudos hermenêuticos comunicou a morte de Márcio Chaer, aos 71 anos. Em manifestação assinada por Francisco Kliemann a Campis e Pedro Zanatta, em nome dos integrantes do núcleo, a entidade expressou tristeza, admiração, gratidão e amizade pelo jornalista.
O grupo destacou a trajetória de Chaer à frente do Consultor Jurídico e afirmou que a publicação deu espaço à pesquisa acadêmica, à reflexão crítica e à participação de novas gerações no debate sobre o Direito. Para o Dasein, essa abertura permitiu aproximar universidade, instituições e sociedade.
Espaço para novas vozes
O núcleo agradeceu especialmente o espaço concedido, há mais de uma década, para a publicação do Diário de Classe. A coluna foi descrita como um ponto de encontro que recebeu dezenas de pesquisadoras e pesquisadores. Conforme a manifestação, muitos deles passaram a ocupar cargos jurídicos no Brasil e no exterior, além de posições de destaque na academia.
O Dasein também relacionou essa atuação a uma concepção humanista do Direito. A entidade afirmou que ideias importam, que novas vozes devem ser ouvidas e que a área não pode ser analisada separadamente da história, da cultura e da vida concreta. Nesse sentido, resumiu a contribuição de Chaer com a avaliação de que “texto e contexto importam”.
A manifestação associou ainda o trabalho do jornalista à defesa da democracia. Segundo o núcleo, o Consultor Jurídico reuniu autores de diferentes perspectivas em torno da Constituição, dos direitos fundamentais, da autonomia do Direito e das instituições democráticas, especialmente durante períodos de crise e de ataques ao Estado democrático de Direito.
O texto menciona a operação “lava jato” e a tentativa de ruptura institucional que culminou nos atos de 8 de janeiro. Para o Dasein, o espaço criado por Chaer seguirá presente nas pessoas que encontraram ali uma oportunidade para pensar, escrever e participar do debate jurídico brasileiro.
Ao final, a entidade manifestou solidariedade à família, aos amigos e à equipe do Consultor Jurídico. A mensagem foi assinada por Francisco Kliemann a Campis e Pedro Zanatta em nome das dezenas de colegas do Dasein que escreveram, leram e aprenderam no espaço mantido por Chaer.


