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Defensoria analisa denúncias após motim em unidade da PM no Compaj

Famílias relatam ameaças, agressões e falhas em alimentação e medicamentos; órgão pedirá esclarecimentos sobre a transferência dos presos.

Defensoria analisa denúncias após motim em unidade da PM no Compaj
Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) vai analisar denúncias apresentadas por familiares de policiais militares presos na Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM), instalada dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). As famílias relataram ameaças, supostas agressões e problemas na alimentação e no fornecimento de medicamentos.

Os depoimentos foram apresentados na sexta-feira (4) ao coordenador da área criminal da Defensoria, Diêgo Castro, e ao defensor titular da Auditoria Militar, Maurilio Casas Maia. Esposas e pais dos policiais também pediram a transferência dos detentos para outro local, sob a alegação de que a proximidade com presos comuns aumenta o risco de conflitos.

Relatos apresentados às autoridades

Uma esposa afirmou que mensagens ameaçadoras foram encontradas em roupas devolvidas pela lavanderia do presídio. De acordo com ela, os bilhetes diziam que até o fim do ano ocorreria uma rebelião e que os policiais militares seriam mortos. O pai de outro preso disse que outras famílias compartilham da preocupação.

Os familiares também relataram supostas agressões após o encerramento de um motim na unidade. Segundo os depoimentos, policiais teriam sido agredidos e atingidos por balas de borracha. Um deles estaria com o pé machucado e, conforme a família, ainda não teria sido levado para exame de corpo de delito.

A alimentação e os medicamentos também foram citados. Uma familiar disse que algumas marmitas chegariam estragadas e que o remédio psiquiátrico prescrito para seu marido seria substituído por outro disponível na unidade.

O motim ocorreu na terça-feira (1º), quando policiais militares presos fizeram quatro agentes da guarda reféns: um major e três soldados. A crise terminou durante a madrugada de quarta-feira (2), depois da entrada de equipes da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). As forças de segurança informaram que ninguém ficou ferido. A Defensoria Pública, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) e a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) acompanharam as negociações.

Pedido de esclarecimentos sobre a transferência

A DPE-AM informou que as denúncias poderão fundamentar uma representação à Justiça Militar e ofícios a órgãos de fiscalização do sistema prisional. O órgão também solicitará esclarecimentos ao Comando da Polícia Militar do Amazonas e à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Os policiais estavam anteriormente no Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte de Manaus. Em maio deste ano, foram transferidos para o antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, ao lado do Compaj. A mudança ocorreu cerca de três meses após a fuga de 23 policiais militares do antigo núcleo.

O Ministério Público do Amazonas, a Polícia Militar e a Seap coordenaram a remoção. A Defensoria pretende examinar os estudos e documentos usados para justificar a transferência, incluindo a avaliação sobre a segurança do local e a proximidade com presos comuns.

As denúncias deverão ser apuradas pelos órgãos competentes. A Defensoria afirmou que as medidas buscam garantir os direitos dos policiais custodiados e esclarecer os fatos apresentados pelas famílias. Os nomes dos familiares foram alterados para preservar suas identidades.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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