São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
Notícia com critério
País

Etcamah recebe registro no Brasil para tumores de mama com alteração no ESR1

Medicamento oral da AstraZeneca será avaliado pela CMED antes da definição do preço máximo de venda no país.

Etcamah recebe registro no Brasil para tumores de mama com alteração no ESR1
Foto: Siam Pukkato/Adobe Stock

A aprovação do Etcamah (camizestranto) pela Anvisa permite o uso do medicamento oral em um grupo de pacientes com câncer de mama avançado ou metastático. A indicação abrange tumores classificados como receptor de estrogênio positivo (ER+) e HER2 negativo (HER2-), nos quais o estrogênio participa do crescimento das células cancerígenas.

O registro foi concedido à AstraZeneca do Brasil. Antes da comercialização, o remédio será avaliado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), responsável por fixar o teto de preço no país.

A indicação considera a presença de uma mutação adaptativa no gene ESR1. Essa alteração pode surgir após cerca de seis meses de uso contínuo da hormonioterapia, tratamento que impede o estrogênio de se ligar às células da mama. Com a mutação, o tumor pode continuar se dividindo mesmo diante dos medicamentos tradicionais e se tornar resistente.

O camizestranto pertence à classe dos degradadores seletivos do receptor de estrogênio. O medicamento bloqueia o receptor hormonal e induz a célula tumoral a destruir essa estrutura. Sem os receptores que captam o estrogênio, são interrompidos os sinais químicos associados ao crescimento do tumor.

Detecção antes da progressão

A estratégia aprovada prevê a troca do tratamento assim que a mutação no ESR1 for identificada no sangue por meio de biópsia líquida. A mudança ocorre antes de sinais visíveis de progressão em exames de imagem, como tomografias, em vez de esperar o tumor voltar a crescer.

A abordagem foi avaliada no ensaio clínico Serena-6, que acompanhou 315 pacientes. As participantes que receberam camizestranto após a detecção da mutação tiveram redução de 56% no risco de avanço da doença ou morte em comparação com aquelas que mantiveram a terapia hormonal anterior. O período médio sem crescimento do câncer passou de 9,2 meses para 16 meses.

O medicamento também recebeu aprovação da FDA, dos Estados Unidos, em 4 de setembro, por meio de uma autorização acelerada. Esse mecanismo permite aprovar tratamentos para doenças graves com evidências iniciais de benefício enquanto estudos posteriores confirmam os resultados.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.