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Exoneração de arquiteta da Penha ocorre após documento sobre imóvel que desabou

Viviane Rodrigues de Palma deixa chefia na Subprefeitura da Penha, mas continua no quadro da Prefeitura de São Paulo.

Exoneração de arquiteta da Penha ocorre após documento sobre imóvel que desabou
Foto: Folhapress

Um documento assinado por Viviane Rodrigues de Palma em fevereiro de 2024 atestou a demolição de uma edificação no endereço onde um prédio em obras desabou no dia 12. O acidente deixou seis mortos. Nesta segunda-feira (21), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) exonerou a arquiteta do cargo de chefia que ela ocupava na Subprefeitura da Penha. A medida tem validade retroativa a 14 de setembro, data de seu afastamento provisório.

Viviane continua como servidora municipal. Ela exercia a função de chefe de unidade 1, ligada à Unidade Técnica de Aprovação de Projetos da subprefeitura, e já estava afastada preventivamente por até 120 dias. A defesa afirma que a exoneração foi um ato administrativo, sem caráter punitivo.

Documento apresentado à Justiça

Quando era coordenadora de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Subprefeitura da Penha, Viviane atestou a derrubada de uma construção no local. O relatório foi apresentado pela New Home em uma ação demolitória movida pela Prefeitura desde 2021.

No documento, a servidora registrou: “Concluímos que a demolição [...] foi efetuada em sua integralidade, dando lugar à execução de edificação nova em andamento”. Ela afirma que não confirmou a demolição do prédio, mas a de uma casa que existiu no endereço anos antes.

A defesa também sustenta que Viviane não tinha atribuição para analisar alvarás desse tipo de obra, responsabilidade que caberia à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento. A arquiteta foi ouvida pela polícia na semana passada e negou ter atestado a demolição do edifício.

Investigações

A polícia avalia o indiciamento de Viviane e de três pessoas ligadas à construtora por homicídio com dolo eventual. Ronaldo dos Santos Vivaqua está preso e é apontado como sócio oculto da empresa. O engenheiro responsável pela obra, Cristiano Salgado Vivaqua, filho de Ronaldo, e a sócia-administradora Isis de Freitas Rodrigues Brandão estão foragidos.

A investigação também apura incompatibilidade patrimonial da servidora. A Prefeitura investiga desde 2020 suspeitas de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa. Viviane foi suspensa por 15 dias em 2022 e retomou as atividades depois. Em maio de 2025, foi chamada a explicar origens de recursos e valores sem justificativa. Em outubro de 2025, recebeu convocação para apresentar alegações e documentos.

O imóvel da New Home acumulava multas, inclusive por descumprimento de embargo, que não foram pagas. Em ação judicial, a Prefeitura havia afirmado que a obra ameaçava a integridade física de usuários, vizinhos e transeuntes.

A defesa de Ronaldo declarou que se manifestará após a conclusão do trabalho técnico e o acesso integral à investigação. A defesa de Viviane pediu uma apuração técnica sobre o histórico da obra, a fiscalização, os atos dos proprietários e do responsável técnico, além das condições estruturais do imóvel.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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